terça-feira, 31 de maio de 2011

O PS está a mentir aos portugueses...

(Expresso)




Concedo que, em 2009, o PS não estava a mentir. Estava só iludido, pobrezinho.

Concedo que, vá, o PS foi apenas irresponsável e irracional do ponto ideológico quando desprezou o problema da dívida.

A Ferreira Leite era uma velhinha, coitadinha, que não sabia o que estava a dizer, burrinha, o endividamento não era um problema, ora-essa-queremos-a-nossa-modernidade, o PS podia continuar a pedir dinheiro emprestado para fazer as suas estradas e TGVs.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Lembrando...

Fonte: AMECO



E depois ainda têm lata para dizer que os culpados são os que não aprovaram o PEC IV...

domingo, 29 de maio de 2011

"Não sei do está a falar..."



"Não sei do está a falar..."

Pois não sabe, não...

A “inflicidade” é uma coisa muito relativa

Colhido no "Blasfémias"

 

Santana Castilho escreve hoje no PÚBLICO sobre as Novas Oportunidades: (os realces são meus)

«Quando se fala de diplomar a ignorância, refere-se, por exemplo, a atribuição de um certificado de ensino secundário a alguém que, ao redigir uma das famosas dissertações autobiográficas da ordem, se expressa como ilustrado neste naco de prosa, transcrito de um documento que serviu para certificar: (12º ano, lembro)

“… Como já disse anteriormente tenho um filho e uma filha, em que ele è mais velho cinco anos … Ando sempre a fazer-lhe ver as coizas. até já lhe tenho dito se tiver a inflicidade de falecer nôvo paça a ser ele o homem da casa e tomar conta da mãe e mana, mas para eleé difícil de compreender as coisasezes mas tantas vezes lhe faço ver as coizas que acabo por compreender as situações e acaba por me dar razão e por vezes até me pede desculpa e que para a procima já não comete os mesmos erros. Ele tem o espaço dele com a mãe em que não me intrumeto, desde mimos e converças porque graças s Deus nem eu nem ele temos siumes um do outro com a mãe…”


Quando o designado “júri” certificou este candidato, a prosa transcrita estava certamente corrigida por um professor escravizado, com filhos para alimentar e renda de casa para pagar, contratado à jorna por um CNO (Centro de Novas Oportunidades), que só é financiado pela famigerada ANQ (Agência Nacional para a Qualificação) se “cumprir os objectivos”, isto é, se emitir x certificados de nível básico e y de nível secundário. O problema é que a um candidato que se expressa assim seja outorgado um certificado de ensino secundário. O problema entende-se vendo as dezenas de milhões de euros gastos em publicitar este logro e retrocedendo na lógica socialista:

se não se certificam os candidatos, os centros não têm clientes;

se os centros não têm clientes, nem cumprem os objectivos, não recebem dinheiro;

se não recebem dinheiro não pagam aos professores contratados à jorna;

e se estes não alinham no logro, a sua subsistência complica-se e a dos filhos também.

É a vida a evidenciar a lógica da gestão por objectivos, sem ética»

sábado, 28 de maio de 2011

Tempo de crise

Prostitutas baixam preços a pedido de clientes em crise


As prostitutas de rua estão a fazer descontos a pedido de alguns clientes que se queixam da crise. As Irmãs Oblatas garantem que "tudo é negociável, menos o uso de preservativo".
E esta decisão já está em vigor:


Até tu, Almeida, já estas a ficar convencido?...




Ele próprio [José Sócrates] há-de querer fazer tudo para simplificar uma solução nacional. Ele é um patriota, não tenho a mínima dúvida sobre isso. Não estará agarrado ao poder, é evidente. Pelo contrário! Vai sair disto cansadíssimo, estafado, e também precisa de repousar”.

Almeida Santos, no "Sol".

sexta-feira, 27 de maio de 2011

As tácticas imorais (i.e., nojentas) do PS


 
Usar imigrantes pobres para compor o cenário de uma campanha é muito, muito baixo, mesmo para José Sócrates. É mau demais para ser verdade. Ir aos subúrbios mais pobres de Lisboa para sacar uns apoiantes em troca de uma bifanas é um acto nojento. Não tem outro nome: é nojento, vil, baixo, porco. Estas pessoas estão ali, porque estão à espera de sacos de comida. É isto a tal sensibilidade social do PS e de Sócrates? Ir ao Martim Moniz sacar uns tipos para encher o mini-estádio que Sócrates usa ao longo do país é uma acção nojenta. Estas pessoas não sabem português, mas seguem o PS, porque, ora essa, o PS dá comidinha e passeio.
Isto é que é a famosa sensibilidade social do PS? É isto? Sensibilidade social é usar os mais pobres dos pobres para compor o marketing? Isto, meus amigos, é nojento. Isto ultrapassa vários níveis da decência. Isto não tem nada que ver com diferenças ideológicas. Isto tem que ver com um mínimo de moral, um mínimo de decência. E, ao fazer isto, o PS desceu muito, muito baixo. Isto nem sequer é amoral, nem sequer é uma daquelas amoralidade maquiavélicas típicas da acção política. Não. Isto é imoral, isto é uma imoralidade completa. Isto é nojento. Eu compreendo as dificuldades que o PS, coitadinho, está a enfrentar na hora de encontrar pessoas para compor a sua máquina-eleitoral-para-jornalista-de-TV-ver. Mas isso não legitima autocarros com centenas de imigrantes pobres retirados ali do Martim Moniz ou das manchas de desemprego de Massamá e afins. Isto passa todos os limites.
O PS errou ideologicamente na política económica. Uma coisa normal. O PS errou politicamente na gestão desse erro económico. Algo um pouco mais grave, mas, ainda assim, dentro do aceitável. Depois, o PS entrou numa espiral amoral de mentiras e omissões no sentido de ocultar os seus erros anteriores. Aliás, tem sido esse o estado do PS desde 2009: a amoralidade, algo que já está fora do aceitável. E, agora, em forma de cereja no topo do bolo, encontramos estas acções de campanha que só podem ser classificadas de imorais.
PS: espero que os indignados do costume, os donos da defesa das minorias façam alguma coisa em relação a isto.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A vergonha das novas fronteiras do PS

 



O caça ao voto do PS atingiu novas fronteiras.
Da insentatez e falta de decoro.
Já não convencendo os portugueses, passou a explorar estrangeiros, pobres imigrantes indianos e paquistaneses, para decoração das suas sessões da propaganda.
A troco de refeições e transporte.
Atingiu fronteiras proibidas e foi longe de mais.
Uma miserável indignidade.

A arte de aldabrar

 





"É curioso como alguns políticos conseguem colocar as questões de uma forma que apesar de quase terem levado o país à bancarrota, nada tiveram a ver com o caso,

e aqueles que nada tiveram a ver com a governação é que não têm direito a nada e são culpados de quase tudo.

Chamo a isto, pelo menos, demagogia!

O problema, é que 1 voto vale 1 voto, seja o votante informado ou não. E é aí que a demagogia ganha terreno, pois é mais fácil convencer com falácias os menos informados, do que apresentar reais argumentos para convencer seriamente a todos.

O que se pede, já que a situação do país é a que conhecemos, é que venha alguém com sentido de responsabilidade, que não seja visto como opositor político, que diga a verdade, alerte os cidadãos para os reais perigos, ou não, de uma política de continuidade."
 
(por Carlos Gomes - comentátio lido no ionline)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Tão cómico que ele é...

Colhido no 31 de Armada:

ouvido  na TSF

"não estamos a tratar o assunto com a seriedade que merece; eu conheço a secção da almirante reis e sei que esses cidadãos (paquistaneses) têm uma importante actividade política lá"

Francisco Assis



publicado por Rodrigo Moita de

Mouseland

terça-feira, 24 de maio de 2011

Deixa-me rir...

O desespero em horário nobre

(Alberto Gonçalves - DN)




Nunca achei que a destreza oratória constituísse um bom critério de avaliação dos políticos, que por mim podiam ser mudos sem grande prejuízo. A generalidade dos nossos comentadores discorda. Às vezes, os comentadores parecem julgar os candidatos eleitorais apenas pela lábia, opção a que têm direito mas à qual deviam conceder algum rigor.

Repare-se, a propósito, no mito erguido em volta de José Sócrates. De acordo com a maioria da opinião publicada nos últimos anos, o eng. Sócrates é insuperável em debates televisivos. Ninguém explica porquê: o homem é insuperável e pronto.

Curioso, na medida em que eu, que sou distraído, já vi o invencível eng. Sócrates perder debates. Na campanha em curso, então, vi-o perder dois dos primeiros três (Jerónimo, uma simpatia, não conta) e afundar-se embaraçosamente no quarto e último, por acaso o que lhe interessava. Após o enxovalho de sexta-feira, os estúdios dos diversos canais encheram-se de convidados que se confessavam surpreendidos pela prestação de Pedro Passos Coelho.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

O PS e os outdoors...

Para quem se comprometeu a não usar outdoors ( ver aqui, por exemplo ), este, em Évora, não está nada mal. Como dizia a Tia Maria: "É muito fácil governar com o dinheiro dos outros...!



(imagem retirada do blogue 31 da Armada)

domingo, 22 de maio de 2011

Oportunidades e indecências

in: http://oestadodaeducacao.blogspot.com/



A campanha eleitoral de Sócrates e do PS tornou-se, do ponto de vista polítco, uma indecência.
Há certamente algo de muito grave que, a todo o custo, Sócrates e o PS querem esconder dos portugueses. Só assim se compreende que ambos não olhem a meios para tentar impedir toda e qualquer iniciativa que pretenda escrutinar alguns dos domínios da actividade governativa.
Há cerca de mês e meio, a recusa liminar de uma auditoria às contas públicas foi o primeiro sinal objectivo de que algo de grave existe e que está escondido. O medo de que essa auditoria se fizesse tornou claro que Sócrates e o PS não querem que a realidade seja conhecida.
Se for verdade que quem não deve não teme, então, o temor a este propósito evidenciado por Sócrates e pelo PS fala por si.
Ontem, a recusa quase histérica de uma auditoria à qualidade das aprendizagens da Iniciativa Novas Oportunidades confirmou a suspeita de que algo de muito grave deve estar escondido nos meandros deste programa.
Se a Iniciativa Novas Oportunidades é um oceano de virtudes, se é um mundo de qualidade, de seriedade e de rigor, de onde surge o temor?

sábado, 21 de maio de 2011

Caímos?

Mantra







Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor. Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor.
Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor. Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor.
Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor. Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor.
Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor. Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor.
Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor. Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor.
Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor. Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor.
Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor. Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor.
Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor. Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor.
Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor. Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor.
Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor. Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor.
Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor. Eu dei o meu melhor. Eu fiz o meu melhor...


Não há por aí ninguém que lhe explique que o melhor dele é muito mau?



(copiado do 31 da Armada)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Subimos?

(in Alternativa 7)

Que comovente!...



É preciso ter lata...

Jogar às eleições

Para mim, a popularidade das sondagens continua a ser um mistério maior, que nenhuma ficha, por mais técnica que seja, consegue elucidar.

É certo que as sondagens não prometem exactidão. É uma atitude sensata, já que até a física só à condição é que promete que a água ferva a 100 graus centígrados. No entanto as fichas técnicas reclamam "margens de erro" reduzidíssimas, o que, sendo compreensível do ponto de vista da credibilidade comercial do produto (pois as sondagens são um negócio), suscita mais interrogações que respostas.

A mais recente sondagem da Intercampus para o "Público" e a TVI sobre as intenções de voto (só esta expressão, "intenções de voto", é um mundo) nas próximas eleições põe o PSD com 0,7% de vantagem sobre o PS. Há três dias, em outra sondagem da mesma empresa, era o PS que tinha 2,9% de vantagem sobre o PSD e, quatro dias antes, tinha o PSD 1,1% de vantagem.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Os pulhas que vão destruir a classe média - o nojo da política




O que se está a passar neste país é uma vergonha. Uma pulhice, um roubo. A falta de senso e de responsabilidade política é tal que somos obrigados, ou pelo menos já nos habituámos de alguma forma a que assim seja, a aceitar tudo o que nos é imposto sem levantarmos grandes ondas. Sem questionarmos. Portugal Robot. "Porque tem de ser". "Porque é necessário". "Porque de outra forma ficaremos isolados da Europa, do mundo, do planeta, do universo, da Mota Engil, do BES". O MEDO. A política do medo. E as pessoas, humanas que são, deixam-se levar pelas patranhas de meia dúzia de mentirosos.

Quem nos pôs assim? Quem levou o BPP e BPN à falência? Quem tapou o buraco com dinheiro que não lhe pertencia, dinheiro dos contribuintes? Quem gastou desmesuradamente o que não tinha e contratualizou o que nunca poderia concretizar? Quem maquilhou défice atrás de défice até ao descalabro final? Porque não estão estes senhores, este asco político e financeiro, este nojo engravatado, a bater com as costas no cimento frio de uma cela? A ver as barras de ferro passarem-lhes diante dos olhos? Muitos bancos foram à falência em diferentes países e estes não colapsaram financeiramente. Quem acreditou na mentira "escabrosa" da ruina do BPN? Quem nos fez acreditar? Porquê?

O crime sexual também é um abuso de poder


(Pedro Tadeu - DN)


Diz a imprensa que o chefe do FMI saiu nu da casa de banho de um quarto de hotel e tentou, por duas vezes, abusar de uma camareira. Noticiou o DN de quinta-feira ter um psiquiatra, acusado de violação de uma doente, grávida, sido absolvido por, segundo a juíza relatora da sentença, não ter sido fisicamente "muito violento".

Comecemos pelo óbvio: quer Dominique Strauss-Kahn quer João Vilas Boas, ambos suspeitos de obrigarem as suas alegadas vítimas à prática do sexo oral, têm de beneficiar da dúvida sobre os indícios que recaem sobre si. Esperemos pelo trânsito em julgado. É também inteiramente verdade que qualquer homem acusado de uma coisa destas tem enormes dificuldades em defender-se... Mas essa não é a discussão de agora.


Nunca mordas a mão que te estendem



Por estes dias, o refrão tem sido tantas vezes entoado que fica mesmo no ouvido. Dizem muitos políticos, mais uma mão-cheia de economistas, que andámos demasiado tempo a fazer vida de ricos e, agora, pagamos as favas. Quem se habituou a acreditar em todas as histórias que lhe contam, terá pensado: "Desta vez é que é! Os nossos dirigentes políticos vão fazer um bom negócio com o FMI e a União Europeia, para nos livrarem do sufoco". E assim tem sido, a bem da nossa Nação.
Primeiro, José Sócrates anunciou, com um senhor grisalho ao lado que se sabe ser ainda ministro das Finanças, o que não está no acordo com a "troika" (triunvirato, corrigirá Paulo Portas, um purista da língua). Não está nem a guilhotina, nem a injecção letal, quanto mais a forca. Está o PEC IV, mais coisa menos coisa. O povo respirou de alívio. Se só está o PEC IV, cantam os amanhãs. Vamos ter rancho melhorado e férias de dois meses por ano no Rio de Janeiro.

Vieram depois as negociações - desculpe o leitor a força da expressão - conduzidas pelo Governo. O pacote é tão bom, tão bom que os partidos do "arco da governação" (pensava-se, ingenuamente, que eram o arco da Oposição) acotovelaram-se para ver quem o subscrevia primeiro. PSD e CDS trataram de reivindicar para si um quinhão de influência no resultado final, as tais medidas que teremos de cumprir para que nos emprestem dinheiro. A ver vamos se assumem a paternidade da criança quando ela "crescer"...


"Eles comem tudo"

 

Fala-se muito, nem sempre com honestidade, do chumbo do PEC 4 e da "crise internacional", atirando para as suas costas a responsabilidade da intervenção financeira externa e de todo o cortejo recessivo de consequências desastrosas que irá acarretar para a economia e para o país.

No entanto, raramente (para não dizer nunca) se ouve falar, no discurso político da "troika" partidária que se voluntariou para a capatazia das medidas "austeritárias", do papel da agiotagem financeira nacional e internacional seja na "crise" - que provocou e de que é a principal beneficiária - seja no processo que conduziu ao "resgate" (ah, as palavras!) do país.

Ora, se a nacionalização das fraudes financeiras do BPN e BPP já constituía um escândalo dificilmente explicável, fica agora a saber-se pelo DE que, desde o início da "crise", em 2008, o Estado, ao mesmo tempo que cortava impiedosamente nos recursos das classes médias e mais desfavorecidas, deu 6 mil milhões de euros de apoios à banca, ascendendo actualmente as garantias públicas ao sistema financeiro a 35 mil milhões. Além disso, como se sabe, ainda irá parar aos bolsos da banca uma fatia de 12 mil milhões dos 78 mil milhões do empréstimo de FMI, BCE e UE.

Não, não são os portugueses quem "vive acima das suas possibilidades", como constantemente bradam os banqueiros e seus factótuns nos media. Os bancos é que vivem acima das possibilidades dos portugueses.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O 'pentelho' mentiroso

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
I. Sabem que mais? Gostei dos pentelhos, sim senhor (até porque fiquei a saber que é "pentelho" e não "pintelho", uma informação ortográfica de primeira grandeza). Porque é isso mesmo que se está a passar. Tal como em 2009, os media estão a fazer o jogo de Sócrates, ou seja, não estamos a discutir os problemas do país.

Caramba, nós nem sequer estamos a discutir o documento da troika. Pior: a semana dos "pentelhos" (a semana passada) foi dominada por uma mentira do governo, a mentira sobre a Taxa Social Única (TSU). Portanto, Catroga tinha e tem razão. Estes últimos dias foram, de facto, desesperantes, porque não discutimos o documento da troika, e porque quando surgiu uma hipótese para essa discussão (a TSU) os media concentraram-se na mentira do glorioso líder.

Eu vi e ouvi um montão de jornalistas a atacar Passos com o spin de Sócrates: "então, como pode mexer assim na TSU?". Mas os jornalistas não leram o memorando da troika? É que estavam a fazer aquelas perguntas como se aquele documento não existisse. Será que vão para o terreno sem preparação e depois limitam-se a ser caixas de ressonância do spin de Sócrates e das redes sociais?


Para sorrir...

As palavras certas


(José António Saraiva - SOL)


Por uma vez nesta crise política, Passos Coelho encontrou as palavras certas.
Na apresentação do programa eleitoral do seu partido, disse o que era preciso dizer.

Numa altura em que, do PS ao CDS, se fala disparatadamente em «compromisso», Passos Coelho disse que não quer ir para o Governo «a qualquer preço», que as eleições são uma «escolha», que para haver escolha é necessário haver «propostas diferentes» – e, finalmente, apresentou as suas próprias propostas.

Que podem arrumar-se em duas grandes categorias: pôr as contas do país em ordem e pôr a economia a crescer.

É claro que tanto uma coisa como outra são tarefas gigantescas – mas, para se atingir um objectivo, é preciso começar por enunciá-lo; caso contrário, jamais se alcançará.

PASSOS Coelho escolheu o caminho que sempre defendi: falar verdade aos portugueses.


Só para se saber...



Os outros levaram farnel.
É assim a esquerda moderna.


in blogue "31 da Armada"

terça-feira, 17 de maio de 2011

O presidente da Agência Nacional para a Qualificação, entidade que gere a iniciativa Novas Oportunidades, entende que as palavras de Passos Coelho sobre o programa são «insultuosas».

Comentário de Paulo Guinote:

Porque será que na ANQ se receia tanto uma avaliação efectivamente externa e não encomendada pelos próprios interessados?

O Verdadeiro Voto Inútil...

Paulo Guinote no "Blogue de Esquerda", in Sábado:

O Verdadeiro Voto Inútil...
... para toda e qualquer pessoa que queira um país vagamente governável e livre de todos os vícios dos últimos anos é o voto em Sócrates.
Todos os outros são úteis.
Porquê?
Para além das razões óbvias - não há paciência, nem condições humanas e/ou de sanidade mental - é indispensável perceber que o PS não tem quaisquer condições para governar pois:
  • Não tem qualquer hipótese de ganhar com maioria absoluta, nem que algumas sondagens assim o decretassem.
  • Não tendo essa maioria, não conseguirá gerar uma solução governativa séria, visto nenhum partido estar disponível par uma coligação (à Esquerda há a recusa frontal do acordo com a troika e à Direita a explicitação clara da impossibilidade de uma aliança com Passos Coelho ou Portas).

Pelo que votar em Sócrates é votar numa não solução.

Quanto a votar nos restantes partidos, em particular os que têm assento parlamentar, é uma questão de geografia política e afectiva: à Direita vota-se no CDS ou PSD, no Centro no PSD, à Esquerda no Bloco ou no PCP.

Assim acontecendo, Sócrates não chega ao poder e terminará - enfim! - este estado de delírio (quase) colectivo em que temos andado e que afecta ainda com alguma força um terço do eleitorado que declara intenção de voto.

E os dois terços restantes terão conseguido fazer prevalecer a sua vontade.

Depois, é ver qual a cartografia parlamentar. Ou maioria de centro-direita, ou permanência da maioria de centro-esquerda. Mas, derrotado Sócrates, será sempre mais fácil gerar uma solução governativa, nem que seja defenestrando-o e à sua clique fiel das rédeas do PS. E para isso o Bloco e o PCP precisam de distinguir com clareza - até como conseguem em certas soluções autárquicas - quem é o seu actual principal adversário.

Portanto e para efeitos de resumo claro da tese aqui exposta, o verdadeiro voto inútil é o voto em Sócrates.



Paulo Guinote

Contra a democracia de cartão



por José Vítor Malheiros
Texto publicado no jornal Público a 10 de Maio de 2011
Crónica 19/2011

Uma conferência de imprensa é um exercício de cidadania, onde alguém aceita ser questionado. Não uma arenga às massas.
Uma conferência de imprensa é algo com uma definição precisa: é um encontro que pode ser convocado por qualquer pessoa, onde essa pessoa convida os jornalistas a comparecer num dado local a uma dada hora e anuncia a sua disponibilidade para responder às suas perguntas, para ser gravada, filmada e fotografada.
Uma conferência de imprensa pode ser precedida (ou não) de uma declaração (improvisada ou lida) da pessoa que a convoca. Pode incluir (ou não) a distribuição de documentação aos jornalistas. Pode limitar (por razões de tempo) o número de perguntas dos jornalistas a que se irá responder - ainda que, neste caso, seja necessário definir uma gestão justa e transparente do tempo, de acordo com os jornalistas presentes.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Portas, o homem-bala

(André Macedo - DN)


Portas esmagou Passos. Disse-lhe de tudo. Programa eleitoral inconsistente. Está errado na redução da taxa social única. Pior: está próximo do PS (quer reduzi-la às pinguinhas) e vai penalizar as famílias com o aumento do IVA. Pior ainda: apoiou Sócrates ao longo da legislatura. E mais: a política de agricultura do PSD é um deserto. São palavras duríssimas. Foram precisos 34 minutos para que Passos se zangasse (moderadamente) com o adversário: levantou a voz e exigiu a Portas que o olhasse enquanto falava. Qualquer político com pretensões a primeiro-ministro, teria fugido depois desta tragédia. E, no entanto, Passos sobreviveu. Perdeu o debate, até viu Portas citar e apropriar--se de Cavaco Silva - mas sobreviveu. A fraqueza de Passos (também) é franqueza, normalidade, simplicidade. O contrário de Sócrates. Não é coisa pouca

É o povo, pá!

domingo, 15 de maio de 2011

Cuidado com as quedas!



Nem a sabedoria popular previu uma terceira vez, quando estabeleceu que se "à primeira quem quer cai, à segunda apenas cai quem quer". A simples possibilidade de haver quase um terço dos portugueses votantes que vai ao engano pela terceira vez, seduzido pela propaganda, pela ilusão e pela demagogia, ao arrepio das evidências mais cruas, devia abrir, na sociedade e na intelectualidade portuguesas, um sério debate sobre os trágicos fracassos da educação, da cidadania esclarecida e da democracia.


O valor das ideias

 

São as ideias que fazem andar o Mundo. São as ideias que nos podem fazer mudar de vida. São as ideias que devem estar no centro do debate político. E o povo, que não é estúpido, permitiu ao PSD voltar a subir nas sondagens tão-só porque, finalmente, apresentou um programa cheio de ideias.

O programa do PSD é, aliás, o mais bem estruturado de todos os programas. Podemos concordar ou discordar das ideias que lá estão, mas estão lá as ideias e isso, em campanha, só beneficiará os sociais-democratas, porque são deles as ideias que mais se discutem.


professores e eleições

in Blogue Correntes, de Paulo Prudêncio
Os nossos analistas políticos nunca vacilam quando alguém apresenta uma proposta favorável à condição profissional dos professores: perde votos no país, é a sentença. Chega a ser risível este atestado de inferioridade aos eleitores. Para estes seres exímios a perscrutar cérebros em multidão, político que diga acreditar nos professores do seu país é reprovado pelos cidadãos que, e segundo os estudos sobre a confiança dos portugueses nas classes profissionais, colocam os docentes no lugar cimeiro.
 São estranhos estes analistas, mas devem conhecer bem o país de que fazem parte.
 O ainda primeiro-ministro fez do desdém pelos professores a sua obstinada arma eleitoral. Começou em 2005 com a maior maioria absoluta do PS e em silêncio em relação aos professores e ao poder democrático da escola. Depois foi a obstinação que se sabe e com resultados eleitorais sempre a descer.
 Resiste no seu partido, mas com as juras "secretas" de que o querem ver bem longe. Os analistas continuam a elogiar a sua capacidade para dizer inverdades e para fingir que nunca muda de opinião. Aliás, nesta democracia mediatizada não se pode ser humilde, ter dúvidas ou sequer afirmar que se evoluiu no pensamento ou que se errou.
 Talvez se voltem a enganar a propósito do desempenho mental dos votantes

sábado, 14 de maio de 2011

Estou muito contente

Conheço o trabalho de Manuel António Pina há muitos anos e gosto dele.



O Prémio Camões que lhe foi atribuído é mais do que justo e merecido. Marinho Pinto deve estar com azia.

Zé da Silva

José Sócrates e o detector de mentiras


(Adaptado do original de Johnny Carson - Lie Detector Politician, de 1982)

(substituição do texto original)

José Sócrates geriu a crise de forma "aterradora"



do Financial Times:

Na opinião do comentador Wolfgang Münchau, a gestão da crise por parte do Governo português foi, e continua a ser "aterradora". Segundo a RTP, na sua coluna no "Financial Times", Münchau não poupa criticas ao Governo e a José Sócrates, que segundo ele, "protagonizou um momento de tragicomédia", durante a sua comunicação ao País na semana passada.

A gestão da crise por Portugal tem sido "apavorante", e o anúncio feito por Sócrates do acordo alcançado com a EU-FMI é um "ponto alto do lado tragicómico da crise", refere o colunista no artigo de opinião publicado no Financial Times de ontem. Munchau é peremptório: "Não se pode dirigir uma união monetária com pessoas como o sr. Sócrates". José Sócrates é, refere o Público, acusado de ter escolhido atrasar o pedido de ajuda externa "até ao último minuto" e o seu discurso de que o pacote de medidas para combater o português é melhor do que o grego e o irlandês e que não seria muito doloroso não é verdade. Isto na opinião de Wolfgang Münchau, um dos colunistas de longa data do diário financeiro britânico.

Münchau assinala que o pacote de ajuda a Portugal contém "cortes selvagens" de despesa, congelamentos nos salários do sector público e pensões, aumentos de impostos e a previsão de dois anos de recessão "profunda", o que em sua opinião desautoriza o discurso de José Sócrates. "Não se pode dirigir uma união monetária com pessoas como o sr. Sócrates, ou com ministros das Finanças que espalham rumores sobre uma cisão" da moeda única, diz ainda.
Munchau, um alemão que fez a sua carreira no "Financial Times" e acompanhou o lançamento do euro, diz também que "uma união monetária sem uma união política simplesmente não é viável" e que a crise da moeda europeia é uma crise política.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O grande Elias



Os políticos, como os actores, centram a actividade na representação. A grande diferença é que, depois de terminarem a sua carreira, têm em geral sortes opostas. Enquanto as representações memoráveis dos grandes filmes vão ganhando fama à medida que o tempo passa, as ilusões dos políticos ficam mesquinhas com a distância.

Isso explica a grande distinção entre duas personalidades portuguesas de primeira linha que seguiram trajectórias paralelas na sua carreira. Porque, se virmos bem, o consulado do senhor Primeiro-Ministro José Sócrates (1957-...) acompanhou, passo a passo, as principais personagens da grande estrela do nosso cinema antigo, António Silva (1886-1971).



quarta-feira, 11 de maio de 2011

A troika desautoriza Sócrates


Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 Segunda feira, 9 de maio de 2011

O documento da troika representa uma violenta humilhação de Sócrates e do PS. Para além das questões programáticas (a inclinação liberal do documento é a negação do socialismo tuga), convém notar que a troika desautorizou a última jogada de Sócrates, a saber: o primeiro-ministro dizia que o PEC IV era suficiente e que, por isso, o derrube do governo tinha sido inútil. Ora, a troika negou esta falácia de Sócrates: o PEC IV não era suficiente. Longe disso. Era pouco claro na parte da despesa e muito rudimentar na agenda para o crescimento. Portanto, devemos um agradecimento a quem derrubou o governo.

Depois, parece-me que os membros da troika sentiram a necessidade de criticar - mesmo que indirectamente - a desonestidade de Sócrates. Se bem se lembram, o nosso primeiro-ministro disse ao país que este era um "bom acordo" e teve o descaramento de fazer uma declaração com base no que não estava no acordo. Para percebermos o incómodo dos membros da troika, basta ler este pedaço da entrevista de António Barreto ao i:

"Quando (Sócrates) anunciou os resultados das negociações fez uma coisa extraordinária que foi dizer o que não está no acordo e não anunciou o que estava. Parece mesmo que há sinais de que a opinião política europeia ficou muito desagradada".

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ernâni Lopes

Entrevista a Ernâni Lopes, conduzida por Maria João Alexandre, intitulada O guro da nação e publicada no n.º de Outubro-Dezembro de 2010 da CGD (páginas 55-59) e lida no blogue De Rerum Natura (ver aqui).


Um facilitismo alastrante



 















O que se passa na Nação? Falta de coragem aos políticos e aos empresários? Há inércia nos jovens? A culpa é dos professores desses jovens ou dos seus pais, que nunca souberam o que era poupar ou fazer sacrifícios.Tenho colocado essa questão a mim próprio, pois sou professor há uma eternidade, desde 1965. Primeiro, verifico a evidência de um «facilitismo alastrante». Este termo, que inventei para lhe responder, nunca tinha dito isto na minha vida, sintetiza a sua questão. Considero este facilitismo absolutamente inaceitável, como pai, avô – bisavô não chegarei lá. Há, por outro lado, uma incapacidade ou uma vontade colectiva de não transmitir exigência, disciplina e rigor. Como se fosse algo errado, quando é a única coisa certa. Um sistema ou uma pessoa que, quando está a transmitir conhecimento e a educar, rejeita transmitir a exigência está a auto-negar-se. Nega-se a si próprio e perante os alunos. O aluno com o tempo, vai verificar que foi enganado e nunca perdoará aos seus professores. Eu não sei o que faria se me lembrasse de os meus professores me terem enganado.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Quem vê diferenças



Ante a perspectiva (mais que provável) de não resultar das próximas eleições maioria absoluta de um partido, implicando isso a necessidade - face às regras impostas pelo FMI a este seu protectorado à beira-mar plantado - de uma coligação pós-eleitoral, as posições de Passos Coelho podem parecer contraditórias mas, na verdade, são é dinâmicas.


Numa primeira fase, Passos Coelho defendeu que o PSD estava disposto a governar com o PS, mas nunca com Sócrates. Entretanto a coisa evoluiu e ontem Passos Coelho repetiu (segunda fase) o que já dissera uns dias antes: "Comigo não contarão para fazer um Governo com o PS".


O novo partido do táxi

por Filomena Martins (DN)



Para as eleições do próximo dia 5 de Junho parece haver para já apenas dois dados adquiridos: a Direita mais à direita do nosso sistema político vai crescer e a Esquerda mais à esquerda vai cair. Culpados? Paulo Portas e Francisco Louçã.

Apesar de esta tendência de crescimento da direita ser europeia, em Portugal tem particularidades muito específicas.Porque por cá, a um mês da ida a votos, essa multiplicação inexplicável de vitórias da Direita pelo mundo durante uma crise que é acusada de criar não beneficia o nosso maior partido dessa área, o maior partido da oposição, a natural alternativa de poder.

Num ano e meio com Passos Coelho na liderança, num ano e meio de quatro PEC que não chegaram, num ano e meio em que os mercados expuseram todas as ilusões que o Governo quis criar e todas as megalomanias em que afundou o País, num ano e meio em que Sócrates teve de dar o dito por não dito e pedir ajuda externa, o PSD foi ficando cada vez mais longe de poder cantar uma vitória que parecia certa. Sucessivos erros, alguns de inabilidade, mas a grande maioria de ingenuidade política e de incapacidade de responder com propostas claras à máquina da demagogia do PS, tornam estas eleições numa enorme incógnita.


domingo, 8 de maio de 2011

O acordo de que somos incapazes



(João Marcelino - DN)


1. O que mais impacta no acordo de ajuda externa pedida por Portugal é que três economistas, funcionários da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional, tenham acertado em três semanas o plano que nenhum colega português, dos partidos dominantes do sistema, foi, ou seria, capaz de propor ao País.

Não estou a falar de competência técnica; estou a referir-me a coragem política.

Este plano, quase unanimemente consensual para os partidos do chamado "arco da governação", nunca seria tão preciso, detalhado e coerente nos objectivos de correcção estrutural se fosse feito sem ajuda externa. E não o seria porque esses partidos há muito se comportam como centrais de interesses.

Os principais partidos nacionais sabem bem o que é preciso fazer.

O problema está em que têm clientelas a alimentar. Fogem de ser eles a racionalizar a função pública, a dizer não às construtoras, a disciplinar os gastos na saúde, a reformar a justiça que todos definem como estando em coma, a afrontar os lobbies socioprofissionais.