segunda-feira, 30 de abril de 2012

Há justiça?

domingo, 29 de abril de 2012

Filhos de uma meretriz!!!...



Três anos ?! Quer dizer: roubam-me os subsídios, eu fico na penúria e há gajos a gozar co'a gente e não lhes acontece nada!? Filhos de uma meretriz!!!...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Miguel Portas



Um dos seus discursos objetivos (lido no DN)


1 de Fevereiro de 2012 -

"Depois de Berlim ter imposto à Grécia um tecnocrata como Primeiro-Ministro, acha, Senhor Presidente, que esse país ainda precisa, por cima, de um Ministro das Finanças que seja europeu? Não saberá a Senhora Merkel que o pior que se pode fazer a um povo é humilhá-lo, obrigá-lo a rastejar?

Senhor Presidente, na União Soviética do tempo de Brejnev contava-se uma anedota: o comboio da revolução tinha perdido a sua locomotiva e o partido, em vez de a concertar, pedia aos passageiros que pulassem. Claro que o comboio não andava, apenas abanava. Mas porque os gerontes, os líderes desse país, já só sabiam fingir. O mesmo se passa com as atuais lideranças europeias. Elas insistem sempre e sempre na mesma receita, apesar do fracasso dos resultados. Um dia isto muda, um dia o emprego contará mais do que os mercados, um dia deixaremos de fingir!"

25 de Abril

Que futuro para nós, para os nossos filhos, para Portugal?

Lembro-me de Alexandre O' Neill e o seu «Poema Pouco Original do Medo», de trago uns versos soltos:


O medo vai ter tudo
Vai ter olhos onde ninguém o veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no tecto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos

Ah o medo vai ter tudo
tudo
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)

O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos
Sim
a ratos.








Está cumprido o 25 de Abril de 1974 ?

terça-feira, 24 de abril de 2012

sábado, 14 de abril de 2012

Cratinices

terça-feira, 10 de abril de 2012

Qual é o nosso futuro?

O governo Passos Coelho faltou à verdade: os portugueses aguentam?


1. A semana de Páscoa foi a pior semana para o governo Passos Coelho/Miguel Relvas desde que iniciou funções. Até então, o governo anunciava as (duríssimas!) medidas de austeridade, sob o pretexto do estado de necessidade nacional: seriam um mal menor para repor o equilíbrio das contas públicas e, consequentemente, garantir a sustentabilidade da nossa ditosa Pátria. E os portugueses perceberam: as sondagens têm sido particularmente agradáveis para Passos Coelho e seus colegas de governo (refira-se que para tal muito tem contribuído a monumental incompetência de António José Seguro na liderança do PS!).

1.1. Ironia das ironias, a semana da comemoração da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo poderá ter marcado um momento de viragem para o executivo: o seu "estado de graça" terminou. A paciência dos portugueses esgotou-se. A sorte de Passos Coelho mudou: não mais complacência para com os ziguezagues governativos, para com o constante pedido de sacrifícios aos portugueses (aos mesmos de sempre!) sem a observância de critérios de equidade social. Porquê?

domingo, 8 de abril de 2012

Ressuscitou

sexta-feira, 6 de abril de 2012

trevas

quinta-feira, 5 de abril de 2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Tempo de meditação

terça-feira, 3 de abril de 2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A fronteira

domingo, 1 de abril de 2012

Onde é o WC?

sábado, 31 de março de 2012

Debaixo do mesmo céu

sexta-feira, 30 de março de 2012

À procura ou a fugir?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Morreu Millôr Fernandes







Colette Magny cantou-os chamando-lhes "les gens de la moyenne": "Os estudantes manifestaram-se,/ foram seviciados pela Polícia/ (..) em Lisboa, Portugal". Foi a 24 de Março de 1962, em plena ditadura, quando a Polícia de Choque atacou com grande violência estudantes que se manifestavam em Lisboa, dando origem à primeira das "crises académicas" (a segunda seria sete anos depois, em Coimbra) que abalaram os alicerces do regime salazarista.
Escreveu Marx que a História acontece como tragédia e se repete como farsa. 50 anos passados sobre esse episódio (e 38 anos sobre o 25 de Abril...), a Polícia de Choque mudou de nome para Corpo de Intervenção mas não parece ter mudado de métodos: violência e recurso a agentes provocadores para a justificar. E a ditadura é hoje uma farsa formalmente democrática - um "caos com urnas eleitorais", diria Borges - em que é suposto existirem direito à greve e à manifestação.

Quem viu na TV a imagem de um homem ensanguentado gritando "Liberdade! Liberdade!" em direcção à tropa do dr. Miguel Macedo que, como em 24 de Novembro último, espancou selvaticamente jovens que, em vez de acatarem o conselho do primeiro-ministro e emigrarem, se manifestaram na quinta-feira em Lisboa, não pode deixar de descobrir afinidades (até nas agressões a jornalistas e nos comunicados oficiais falando de "ordem e segurança" e culpando as vítimas) com o que aconteceu há 50 anos. E de inquietar-se.

terça-feira, 20 de março de 2012

Alta tensão! - Ordem para a ruína

 
 

* José Matias Alves

Vivemos tempos críticos. De uma incerteza, de uma errância, de uma deriva, de um desnorte aflitivo. Tempo maquinal. De uma desvinculação, de uma apatia, de uma resignação que será o nosso fim. Como professores agindo em organizações educativas de rosto humano. Como autores de novos mundos. Como geradores de esperança num futuro um pouco melhor.

Movimentos de agregação de escolas e agrupamentos à margem da lei, sem critério organizacional, pedagógico e educativo. Com o objetivo de cumprir uma meta vendida pelo governo de José Sócrates à troika. Em nome da racionalização de meios e de uma suposta e imaginária promoção da qualidade educativa. Na prática, e em termos gerais, significam a desistência da construção da escola como comunidade educativa e a instauração definitiva da balcanização, da anarquia organizada e da burocracia sem fim.

Incerteza quanto à rede escolar e tipologia de escolas. Fusões de agrupamentos, de escolas com agrupamentos, sem clarificação de critérios de gestão de rede territorial, com dupla tutela central e municipal num quadro altamente complexo de uma escolarização de 12 anos que pode ser uma bomba-relógio.

Definição insensata de instruções para exames e imposição de critérios políticos insustentáveis para a elaboração de provas, substituindo modismos, mudando regras a meio do jogo, intranquilizando alunos, professores, escolas e famílias e gerando o cenário propício para o caos (no Verão se verá e espero não ter razão).

Decisões polémicas, obscuras e insustentadas no caso da extinção administrativa dos Centros de Novas Oportunidades. Que parece ter sido determinada, mais uma vez, pela razão económica ou, pior, puramente contabilística.

E tudo isso gera uma descrença, um desânimo, uma resignação que não podemos aceitar. Sob pena de morrermos como cidadãos e como profissionais da educação. E de cavarmos, em definitivo, a nossa ruína moral e ética. Por isso, temos de reivindicar que os dias de futuro também têm de estar nas nossas mãos. Temos de exigir, na teoria e na prática, o nosso direito_dever de autoria de outro modo de vida.
* José Matias Alves é investigador, doutor em Educação e professor convidado da Universidade Católica Portuguesa.

Há quem não tenha telhados de vidro?
(Zé da Silva)