sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Cartoons - António Jorge Gonçalves I

 
 
 
Divulgamos alguns cartoons de António Jorge Gonçalves, publicados no “Inimigo Público” do “Público”.  Podem visitar o site http://www.antoniojorgegoncalves.com/  e comprar o livro “Bem Dita Crise!” por 18€ (não temos comissão!)
Pobres bancos
 

Crise? Qual crise?

Preço da gasolina

Alguém se espanta?


Juros da divida a cair, pessimismo interno no máximo. Algum espanto?

O pessimismo interno está no máximo. Claro que está. A comunicação social começa pela manhã e acaba ao fim do dia, noticiando

  • que estamos mal, mal, mal.
  • Que não temos dinheiro para nada.
  • Que pessoas em desespero se suicidam.
  • Que já não há como alimentar crianças.
  • Que os velhos passam horrores.
  • Que quem quiser emprego tem que emigrar.

Isto é bom?

 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Baptista Bastos

BAPTISTA-BASTOS
Dizer-se, de Pedro Passos Coelho, que é muito corajoso traduz, unicamente, uma interpretação do homem e da sua circunstância:

não traz mal ao mundo, e somente compromete o autor ou os autores da afirmação.

Mas a "circunstância" é bem mais pesada e cruel do que a amável frase parece querer significar. Ortega discreteou, em lições proferidas em Lisboa, sobre os factos colaterais por ela obrigados, talvez para explicar a natureza das suas próprias opções. A coragem não é mensurável; porém, a coragem de quem é martirizado adquire uma dimensão mais significativa do que aquela dos dispensados de mau passadio.
 
Reconhecendo a experiência de uma sociedade como a nossa, em que os conflitos não param de surgir, em extensão cada vez mais fatídica, as vozes de protesto contra esse comportamento, dito "corajoso", assumem a configuração de requisitórios.

À lista juntam-se, agora, os nomes de Adriano Moreira, de recato e sensatez reconhecidos, e de Alfredo José de Sousa, provedor de Justiça, cujas funções tem exercido com extrema prudência.

O que leva homens como estes a resistir à tentação irresponsável do silêncio é, creio, o apelo à consciência moral. E a noção dos perigos iminentes corridos pela pátria, já coberta de vexames e desfeitas desde que a "coragem" se tornou num veículo de hipocrisia e de dissolvência.

A situação tornou-se insustentável. À dissipação do horizonte secular da esperança sucedeu-se um tempo sombrio, sem promessas nem sonhos. Estamos rodeados de economistas muito sábios, mas que têm reduzido o humano a gélidas equações, como se o poder fosse uma substância e não uma relação de identidade. A vida existe, com particulares qualidades éticas, para lá do discurso subjectivo do "mercado", que desleixa esses valores. Talvez seja oportuno gritar: "Não é só economia, estúpido!"

"Para viver, toda a Terra; para morrer, Portugal." Escreveu o padre António Vieira, moldando o País a uma demonstração de aflitos.

Raramente fomos felizes, e a nossa literatura é um desfile de grandes angústias. Porém, sempre obtivemos uma certa independência, caracterizada por compromissos políticos e sociais.

Desta vez, o ciclo é mais pesado e trágico. Constitui a expulsão de um todo: físico, espiritual, cultural e moral, como se poderosa amnésia se houvesse abatido nesses modos de entidade.

Ser português, para estes senhores da "nova" ideologia, tornou-se num quase pecado que terá de ser punido com rude severidade.

É isso que está em causa: a modificação radical do que somos, em nome de uma "normalização" que nos torne iguais aos outros e a todos. Um mundo tenebroso e negro, no qual a dança das culturas e das diversidades é absolutamente proibida. Um mundo dirigido por um poder distante e inacessível. Eis o que se nos propõe.
(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

E o burro sou eu?!...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

MOLHADA




(Barra da Costa - 2012.12.26)


Vamos lá ver se a gente se entende, de uma vez por todas:

-O conjunto de empresas abaixo indicadas, mudou a sua sede para Holanda, Luxemburgo, San Marino e outros países, para fugir aos seus deveres de cidadania e, assim não entregar nos cofres do Estado Português milhões de euros de impostos, na precisa altura em que homens, mulheres e crianças sangram com o peso dos impostos até mais não.

E ninguém leva presos os accionistas e administradores daquelas empresas.

Por outro lado, foi aprovado pela A.R., em tempo oportuno, sem votos contra de nenhum deputado de qualquer partido, da esquerda à direita, um conjunto de normas fiscais, onde por uma divida de IRS, IVA, Imposto Selo, retido e não entregue, de valor igual ou superior a 7.501,00€, o cidadão é acusado de um crime lesa -majestade, punível com pena de prisão!

 

Vide legislação: CIRS; CIRC; CIVA; IMPOSTO DE SELO, RGIT/Regime Geral das Infracções Tributárias e Código Penal.

 

Conclusão:
 
Não pagas 7.501,00 € és acusado de ter praticado um crime contra o Estado e podes muito bem ir parar à prisão.
 
Não pagas milhões de milhões de euros de impostos, és recebido pelos PR, PM, Presidente da Assembleia da República, com beijos e abraços e considerado um mecenas.

 

Vejam esta discriminação positiva, tu pagas cá com língua de palmo, eles não, estão isentos, por deslocalização, são as imparidades do regime dos ricos.

 

Relação das empresas que fogem de cá e pagam lá:

 

Cimpor - Empresa de produção de cimentos (Os donos são os nossos irmãos brazucas, não gostam nada de pagar impostos cá no burgo, gostam de entregar a colecta lá no centro da Europa.)

Cofina - empresa de comunicação social , é dona do “Correio da Manhã, o diário desportivo “Record”, “Jornal de Negócios”, os jornais gratuitos “Destak” e “Metro”, a revista de informação “Sábado” bem como outros títulos, entre os quais “TV , Guia”, “Flash!”, “GQ”, e “Automotor”, bem prega Frei Tomás faz o que ele diz, não faça o que ele faz, (é gente patriota, só e quando o magano do dinheiro fica em cima da mesa, é que lá se vai o patriotismo)

Inapa - empresa de distribuição de papel

Novabase - empresa de informática

ParaRede - empresa de informática

Soares da Costa - Empresa de construção civil

Altri - Empresa de produção papeleira e energético

Banco Espírito Santo - Empresa de finanças e investimentos (Capitais do Clâ Espirito Santo)

Banco Português de Investimento - Empresa de finanças e investimentos

Banif - Empresa de finanças e investimentos

Brisa - Empresa concessionária de auto-estradas

EDP - Empresa de produção e distribuição de electricidade ( Capitais Luso/China), até os chineses gostam de não pagar impostos)

EDP Renováveis - Empresa de produção de energias renováveis (Capitais Luso/China, até os camaradas gostam de fugir aos impostos)

Galp - Empresa petrolífera e de combustíveis

Jerónimo Martins -Empresa de grande distribuição maioritariamente distribuição alimentar (Capitais do clâ Soares dos Santos, o homem até comprou por 30 dinheiros o patriota do António Barreto)

Mota-Engil - Empresa de construção civil (Capitais do clã António da Mota e o CEO é Jorge Coelho, Chief Executive Officer que designa o mais alto cargo executivo, outro grande patriota)

Portucel - Empresa de comercialização de papeis de alta qualidade

Portugal Telecom - Empresa de telecomunicações e de multimédia ( Quem manda é o duo Granadeiro/Zeinal Bava, dois grandes portugueses)

REN - Empresa de geração e de distribuição de electricidade (Luso/Chinesa, quem mandam são os chineses, pessoas de bem, democratas de rija tempera...)

Semapa - Empresa de produção de cimentos

Sonae Indústria - Empresa de administração de recursos próprios (Capitais do clã Belmiro de Azevedo, o Miguel Vasconcelos ao pé desta família era um santo homem, e mesmo assim foi morto pela populaça)

Sonae - Empresa de indústria de matéria-prima, distribuição e venda de alimentos, administração de centros comerciais, turismo construção, telecomunicações, transporte e capitais de risco (Capitais do clã Belmiro de Azevedo, grande apoiante monetário da eleição do actual Presidente da Republica) - diz-me com quem andas, dir-te-ei quem ès!

Sonaecom - Empresa de comunicação social, telecomunicações, Internet e informática (Capitais do clã Belmiro de Azevedo - é gente com pronuncia do Norte, gente boa, boa gente, em Angola chamam a esta gente os "Bumbas"... )

ZON - Empresa de distribuição de multimédia (Capitais luso-angolanos do clã José Eduardo dos Santos)

Media Capital - empresa de comunicação social (Aqui está a TVI , capitais luso/espanhois, bem prega Frei Tomás), detem os seguintes titulos: TVI,TVI24, TVI Internacional, TVI Ficção, TVI, Rádio Comercial, Star FM,Cidade FM,M80.,Best Rock FM,Vodafone FM,Mix FM,Cotonete; Imprensa,Lux,, Lux Woman, Maxmen; Internet, IOL,Portugal Diário,Agência Financeira, MaisFutebol.

Resumindo:
 
TUDO À MOLHADA E A COMER DA «NOSSA MANJEDOURA.

Barra da Costa, com VOTOS DE FESTAS FELIZES E 2013 COM SAÚDE E PAZ, QUE O MELHOR VEM ATRÁS

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Amen!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Se isto não é gozar com a gente, é o quê?

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Aposto que nenhum votante era benfiquista...

Pedro Proença eleito o melhor árbitro mundial em 2012

Publicado às 12.24

  (JN)
foto Leonardo Negrão/Global Imagens
Pedro Proença eleito o melhor árbitro mundial em 2012
 
O português Pedro Proença foi eleito o melhor árbitro mundial em 2012, numa votação organizada pela Federação Internacional da História e Estatística do Futebol e que envolveu jornalistas e especialistas de todos os continentes.
 
Em 2012, o árbitro lisboeta foi escolhido para arbitrar a final da Liga dos Campeões, entre o Chelsea e o Bayern de Munique, e a final do Euro2012, na qual a Espanha derrotou a Itália.

Na votação da Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS), Pedro Proença recebeu 174 votos, mais 101 do que o turco Cuneyt Çakir e 102 do que o inglês Howard Webb, vencedor em 2010, tendo o húngaro Viktor Kassai, melhor de 2011, sido quarto, com 50.

No "top-15" apenas três árbitros não são europeus, com o uzbeque Ravshan Irmatov a ficar colocado no sexto lugar, com 35 pontos, e o colombiano Wilmar Roldán a ser oitavo, com 20, enquanto o equatoriano Carlos Vera foi o 15.º mais votado, com cinco.


Autarca aconselha a urinar no duche para poupar

JN de 2013.01.10

Urinar enquanto se toma um duche é a prática aconselhada, para poupar dinheiro e água, pelo município de Aa en Hunze, situado na província de Drente, no nordeste da Holanda.



Bert Wassink, vereador responsável pelo departamento do Meio Ambiente, garante aos munícipes que, se assim o fizerem, irão poupar dinheiro e recursos ao meio ambiente.

E afirma que começou a utilizar a prática para dar o exemplo. Segundo o diário holandês "AZ", Wassink está muito preocupado com o consumo de água e com a necessidade de poupar os recursos ambientais.

Assim, para 2013, o departamento de Meio Ambiente de Aa en Hunze elaborou um novo plano para aumentar a sustentabilidade dos recursos naturais e poupança de água, tendo incluído o conselho de urinar enquanto se toma um duche.

"Urinar enquanto se toma um banho de duche faz poupar muita água limpa cada ano e o meio ambiente agradece", disse o vereador responsável pelo Meio Ambiente.

"Se combinarem a prática de urinar com a de tomar um duche, deixam de usar muita água e poupam muito dinheiro. Então, por que não fazê-lo?", sugeriu aos munícipes.

O jornal "AZ" apresenta as estatísticas: os holandeses utilizam 39 litros de água por dia no duche e 36 litros a descarregar o autoclismo.

Para servir de exemplo, o vereador garantiu que ele próprio adotou a nova medida.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Ser encornado

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, terá ficado ‘à beira de um ataque nervos’ com a fuga de informação do relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a refundação do Estado português, que foi revelado em primeira mão pela imprensa. A fúria do governante prende-se com o facto de o Executivo não ter tido oportunidade de debater as propostas do documento, antes de as mesmas serem divulgadas.

Isto de se ser encornado politicamente em público e fazer-se saber que doeu, tem a sua (des)graça.
(Paulo Guinote)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013


  1. Azul Escuro Says no blogue "A Educação do Meu Umbigo":

Portugal tem sofre de 4 problemas:
1 – Tem uma dívida pública monstruosa;
2 – Tem um PIB em queda acelarada;
3 – Tem que ajustar o PIB aos encargos da divida e aos encargos naturais do país;
4 – São os credores que mandam em Portugal.
Conclusão: Corta-se nos encargos naturais do país.
O que está em causa não é a educação, as forças armadas, os juízes, os médicos, enfim os funcionários públicos; o que está em causa é que o nosso PIB não chega para pagar os compromissos do estado perante terceiros: credores de divida pública e PPP’s.
Como resolver este problema? É simples corta-se em tudo o resto.
Objetivos atingidos:
1 – Estado magro: cortou-se nas gorduras, na carne e no osso pois ficou reduzido aos orgãos administrativos e seu pessoal.
2 – A piramide etária portuguesa equilibrou-se, voltando a ser um perfeito triângulo com a base maior que o vértice: os velhos morreram sem assitência, os menos velhos suicidaram-se face a um futuro de miséria e desespero, os poucos jovens afectos aos orgãos administrativos puderam finalmente ter + que 2,1 filhos.
3 – O estado paga finalmente todas as suas dividas: Graças aos processos de execução por não pagamento de impostos e SS, o estado enriquece e revende os bens com lucro suficiente para as pagar.
4 – Portugal nunca mais entrará em situação financeira dificil pois deixou de existir.

O problema não é o Tribunal Constitucional... é o Governo

Henrique Monteiro


Ouvem-se vozes contra a possibilidade de o TC poder declarar não conforme à lei fundamental certas normas do Orçamento. Há quem considere uma judicialização da política, há mesmo quem diga - suprema imbecilidade! - que o tribunal devia apresentar alternativas.
 
Ora o problema não está no TC.
 
O Tribunal Constitucional faz parte das regras do jogo, que além da regra democrática da maioria tem diversas outras, como a do império da lei e a da sua previsibilidade.
 
O Governo é obrigado a respeitá-las, tal como a deputada do PS apanhada com excesso de álcool era obrigada a respeitar a lei que impõe um máximo, ou como quando cada um de nós ultrapassa os 120 km/h numa autoestrada sabe que pode ser multado.
 
Ao Governo cabe fazer leis que cumpram a lei fundamental do país. Para isso têm assessores, consultores e gabinetes vários.
 
Quando produz uma, da qual toda a gente diz ser inconstitucional, caber-lhe-ia alterá-la de modo a que fosse aceitável. Além disso, o Governo pode propor aos parceiros políticos a alteração da própria Constituição.
 
O que não pode é afirmar que com esta Constituição não pode governar, ou que com este TC é impossível cumprir o programa da troika.
 
Por uma razão muito simples: estes limites já existiam e foi com eles que aceitou governar. Se não o sabe fazer - e como dizia o outro - deixe isso para quem sabe

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O manga-de-alpaca e o animal feroz


Os políticos que nos desgovernam são funcionários públicos: o Estado paga-lhes, e bem, para gerirem e organizarem a vida pública.

E se é verdade que o Estado, entidade fantasmagórica e inidentificável que os acolhe e acoberta, não se mostra na hora de os responsabilizar, não é menos verdade que, na hora de pagar, o Estado é uma entidade bem visível: o Estado somos nós, quem lhes paga somos nós, e é a nós portanto que deveria caber a avaliação do seu desempenho.

A actividade política, o governo, a res publica, não são um emprego, são um trabalho, e devem portanto ser enquadradas pelas regras laborais ditas de mercado.

É imperativo avaliar essa gente, para que o seu contrato de trabalho não seja renovado no caso de desadequação ao posto de trabalho, no caso de negligência durante o trabalho, no caso de, como muitas vezes sucede, pura e simplesmente não trabalharem.

Para essa operação cívica de vigilância, será sempre útil tipificar evidências da sua desadequação ao posto de trabalho, da sua negligência culposa, da sua falta de zelo e diligência.

O perfil do mau trabalhador do serviço público em Portugal pode facilmente traçar-se a partir de duas categorias fundamentais, perfeitamente reconhecíveis na política apesar das suas variantes: o manga-de-alpaca e o animal feroz.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Os coveiros da democracia

Sr. secretário de Estado: gostava de vê-lo com uma laranja na boca

(também eu...)
 
- Expresso Online
 

 
 
As declarações do secretário de Estado do orçamento, Luís Morais Sarmento, à RR, no passado sábado, inquietaram-me bastante. Já vi leitões da Bairrada com uma laranja na boca fazerem melhor figura. O silêncio consegue ser maravilhoso.
 
 

Um político não pode, em situação alguma, pressionar os tribunais e/ou comentar as decisões que estes, através dos juízes que os integram, tenham que tomar. Nem sugerir ou orientar. A separação de poderes recomendável num país democrático ainda serve para alguma coisa.
 
Este senhor disse (certamente esquecido do cargo que ocupa - o de secretário de Estado do orçamento) que o possível chumbo dos artigos do orçamento de Estado - enviados para o Tribunal Constitucional pelo Presidente da República e pela oposição - trará como "consequência para o país o possível incumprimento do programa a que estamos obrigados e cujo cumprimento tem garantido o nosso financiamento". A isto chama-se chantagem, pura e simples.
 
Alguém devia perder cinco minutos e explicar a Morais Sarmento que a Constituição da República serve para garantir que há direitos, liberdades e garantias que são intocáveis. Estão muito além das inquietações políticas e premonições de um secretário de Estado.
 
Explicar ao senhor que os objectivos políticos de um governo, o actual ou outro qualquer tão mau como este, não se fazem às custas da alienação de direitos consagrados.
 
Direitos, imagine bem, Sr. Sarmento, constitucionalmente protegidos.
 
Ainda não vivemos num país governado por estados de espírito e os tribunais ainda não decidem por lamentos ou sugestões de um qualquer Nostradamus ministerial.
 
Um tribunal deve, apenas e só, limitar-se a fazer uma avaliação jurídica e não política. Interessa saber se os artigos em causa respeitam ou não a Constituição, e não se o resultado dessa avaliação vai provocar enxaquecas ao senhor Sarmento, gases a Gaspar ou tendinite a Passos. É problema vosso. É o vosso orçamento.
 
Esta forma velada de pressão é inadmissível e devia ter consequências. Infelizmente, neste país, as palavras 'consequências' e 'político' dificilmente podem saber usadas na mesma frase. Dizem o que querem, fazem o que entendem, os cães ladram e a caravana passa.
 
Resta, por isso, aconselhar ao senhor Sarmento umas lições sobre "silêncio de ouro". Sugiro o professor Aníbal, tem residência ali em Belém, está reformado e é catedrático no assunto. Os portugueses agradecem.

Até Mota Amaral...


o enorme aumento de impostos determinado para 2013 vai reduzir contribuintes à insolvência, fazer falir muitas empresas, aumentar o desemprego.

 

Mota Amaral

Sozinhos em casa



Publicado dia 06/01/2013
PAULO BALDAIA (dn)


O primeiro-ministro e o ministro das Finanças têm de perceber que esta ideia que começa a generalizar-se não lhes é favorável. Nem a eles nem ao País. O problema nunca é o resto do mundo, mesmo quando nos sentimos cheios de razão. Se todos os outros não nos percebem, podemos ter a certeza de que estamos a explicar-nos mal. Ou, pior, a fazer mal.

A mensagem de Cavaco Silva, a intervenção de Durão Barroso, as declarações de Paulo Portas, o artigo de Mota Amaral, a opinião de Pinto Balsemão, para falar apenas de personalidades do centro-direita que falaram esta semana, criam a ideia de que Passos Coelho e Vítor Gaspar estão isolados no modo como olham para o País.

Já não se ouvem apoios públicos à trajectória do Governo, mesmo que nenhuma das personalidades referidas conteste a necessidade de cumprir o memorando ou defenda a reestruturação da dívida. Em todos se percebe que cai mal a ideia de que o Governo se orgulha da austeridade que nos foi imposta, desvalorizando o impacto social.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A repartição de sacrifícios



O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, foi passar os últimos dias do ano ao Rio de Janeiro, Brasil, e esteve num dos mais luxuosos hotéis da “Cidade Maravilhosa”, o emblemático Copacabana Palace. Mas não foi o único. O ex-administrador do BPN – Banco Português de Negócios, Dias Loureiro, e o ex-ministro das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional, José Luís Arnaut, também lá estiveram. 

É a chamada repartição dos sacrifícios que o Passos Coelho gosta tanto de falar.


Uns fazem o sacrifício de passar por dificuldades e até miséria e fome,
outros o de ir para hotéis de luxo em Copacabana festejar o Ano Novo.

Claro que há os que têm pouco para festejar em relação ao ano que finda e menos a esperar do que aí vem enquanto outros só se podem congratular pela forma como lhes correu a vida em 2012 e pelas perspectivas que 2013 lhes oferece. Festejam o aumento das suas riquezas pessoais, das negociatas, das privatizações, dos tachos e até da simpatia de uma justiça que lhes permite continuarem impunes perante casos como o do BPN. Até quando não sei, porque espero que no novo ano os portugueses finalmente percebam que este país é deles e que os gatunos que vivem da sua riqueza à custa da sua miséria só lá estão porque os deixam lá estar, e que finalmente lhes peçam responsabilidades e os façam pagar por tudo o que roubaram. Este são os meus votos para 2013.

(lido no blogue "We have kaos in the garden")

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Bartoon - "entroikado"


 
In Público

1 de Janeiro - NÃO ESQUECER!



Enquanto nos deixarem votar...


... NÓS SOMOS MAIS DO QUE ELES !!!





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