sábado, 5 de maio de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A verdade...

 

Marinho Pinto - excerto de um artigo no JN

O 25 de Abril de 1974 foi, sobretudo, um grande momento de verdade, talvez o maior da nossa história, porque pôs fim a um longo período em que a mentira fora soberana; pôs fim a um regime que, tendo começado por anunciar a verdade nas finanças públicas, acabou, ele próprio, por se transformar numa das maiores mentiras de sempre deste país. E as suas nefastas consequências são hoje bem conhecidas. Por isso, é altura de todos assumirmos a luta pela verdade como um dos mais saudáveis desígnios da democracia conquistada em 1974.

Quem mentiu ou mente ao povo soberano não pode invocar nenhuma legitimidade para exercer cargos públicos.

Quem mente aos eleitores perde todas as legitimidades democráticas, incluindo - diria mesmo: sobretudo - a de governar.

Em rigor não se pode representar aqueles que foram enganados. A mentira ou até a simples omissão da verdade gera um vício de representação que esvazia o mandato político de toda a legitimidade democrática.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

terça-feira, 1 de maio de 2012

O ingénuo do ano


(JN)
O perplexo ex-secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, mostrou-se surpreendido na Comissão Parlamentar de Economia, que analisa o caso das rendas excessivas da EDP, com o facto de o presidente desta empresa, António Mexia, já saber de um estudo sobre o assunto encomendado à Universidade de Cambridge poucas horas após a sua entrega ao Governo pelo ministro da Economia, dando a entender que poderia haver uma garganta funda no Governo.




Henrique Gomes parece não ter ainda percebido que é hoje "ex" e não secretário de Estado porque quem se mete com a EDP leva.

No Governo, convenceu-se de que o memorando da "troika" era para cumprir não só em relação a trabalhadores, pensionistas, desempregados e pobres em geral mas também na parte que toca a grandes empresas como a EDP. Assim, quis dar seguimento ao compromisso de redução das rendas excessivas no sector eléctrico. Ninguém lhe explicou que o Governo governa mas quem governa o Governo são os "Antónios Mexias" da banca e das grandes empresas. Obviamente, foi demitido.

Apesar disso, o agora ex-secretário de Estado parece continuar a acreditar que empresas como a EDP e Governo são coisas distintas. E, na Comissão de Economia, deu mesmo sinais de julgar que o Governo responde perante a AR e não perante António Mexia.
Merece decididamente o título de Ingénuo do Ano.

1º de Maio

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Há justiça?

domingo, 29 de abril de 2012

Filhos de uma meretriz!!!...



Três anos ?! Quer dizer: roubam-me os subsídios, eu fico na penúria e há gajos a gozar co'a gente e não lhes acontece nada!? Filhos de uma meretriz!!!...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Miguel Portas



Um dos seus discursos objetivos (lido no DN)


1 de Fevereiro de 2012 -

"Depois de Berlim ter imposto à Grécia um tecnocrata como Primeiro-Ministro, acha, Senhor Presidente, que esse país ainda precisa, por cima, de um Ministro das Finanças que seja europeu? Não saberá a Senhora Merkel que o pior que se pode fazer a um povo é humilhá-lo, obrigá-lo a rastejar?

Senhor Presidente, na União Soviética do tempo de Brejnev contava-se uma anedota: o comboio da revolução tinha perdido a sua locomotiva e o partido, em vez de a concertar, pedia aos passageiros que pulassem. Claro que o comboio não andava, apenas abanava. Mas porque os gerontes, os líderes desse país, já só sabiam fingir. O mesmo se passa com as atuais lideranças europeias. Elas insistem sempre e sempre na mesma receita, apesar do fracasso dos resultados. Um dia isto muda, um dia o emprego contará mais do que os mercados, um dia deixaremos de fingir!"

25 de Abril

Que futuro para nós, para os nossos filhos, para Portugal?

Lembro-me de Alexandre O' Neill e o seu «Poema Pouco Original do Medo», de trago uns versos soltos:


O medo vai ter tudo
Vai ter olhos onde ninguém o veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no tecto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos

Ah o medo vai ter tudo
tudo
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)

O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos
Sim
a ratos.








Está cumprido o 25 de Abril de 1974 ?

terça-feira, 24 de abril de 2012

sábado, 14 de abril de 2012

Cratinices

terça-feira, 10 de abril de 2012

Qual é o nosso futuro?

O governo Passos Coelho faltou à verdade: os portugueses aguentam?


1. A semana de Páscoa foi a pior semana para o governo Passos Coelho/Miguel Relvas desde que iniciou funções. Até então, o governo anunciava as (duríssimas!) medidas de austeridade, sob o pretexto do estado de necessidade nacional: seriam um mal menor para repor o equilíbrio das contas públicas e, consequentemente, garantir a sustentabilidade da nossa ditosa Pátria. E os portugueses perceberam: as sondagens têm sido particularmente agradáveis para Passos Coelho e seus colegas de governo (refira-se que para tal muito tem contribuído a monumental incompetência de António José Seguro na liderança do PS!).

1.1. Ironia das ironias, a semana da comemoração da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo poderá ter marcado um momento de viragem para o executivo: o seu "estado de graça" terminou. A paciência dos portugueses esgotou-se. A sorte de Passos Coelho mudou: não mais complacência para com os ziguezagues governativos, para com o constante pedido de sacrifícios aos portugueses (aos mesmos de sempre!) sem a observância de critérios de equidade social. Porquê?

domingo, 8 de abril de 2012

Ressuscitou

sexta-feira, 6 de abril de 2012

trevas

quinta-feira, 5 de abril de 2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Tempo de meditação

terça-feira, 3 de abril de 2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A fronteira

domingo, 1 de abril de 2012

Onde é o WC?