quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
A revolução em marcha
PEDRO MARQUES LOPES (DN)
Que o primeiro-ministro me aconselhe a não ser piegas, por eu pensar que ele com a inestimável orientação dos irresponsáveis líderes europeus está a conduzir Portugal para uma gigantesca catástrofe, é apenas uma tolice.
Não estou desempregado, ganho mais do que a maioria dos portugueses e consigo sustentar a minha família.
Serei então piegas, na opinião do primeiro-ministro.
Eu e mais uns milhares que conseguem, com menos dificuldades, aguentar os sacrifícios impostos. Até poderia argumentar que a minha revolta não tem a ver comigo mas com os meus filhos, cujo futuro, sempre na minha opinião, o primeiro-ministro está a ajudar, e de que maneira, a hipotecar. Mas, se calhar, é só pieguice minha. Ficamos assim: o primeiro-ministro acha-me piegas e eu acho que ele disse uma tolice. Tudo jóia.
Não estou desempregado, ganho mais do que a maioria dos portugueses e consigo sustentar a minha família.
Serei então piegas, na opinião do primeiro-ministro.
Eu e mais uns milhares que conseguem, com menos dificuldades, aguentar os sacrifícios impostos. Até poderia argumentar que a minha revolta não tem a ver comigo mas com os meus filhos, cujo futuro, sempre na minha opinião, o primeiro-ministro está a ajudar, e de que maneira, a hipotecar. Mas, se calhar, é só pieguice minha. Ficamos assim: o primeiro-ministro acha-me piegas e eu acho que ele disse uma tolice. Tudo jóia.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
teoria do LFM
João Delgado (in vermelhos.net)
Luís Filipe Menezes falou hoje, na Antena 1, em defesa da supressão da folga carnavalesca, aduzindo os habituais argumentos “austeritários”, mas juntando-lhe, entusiasmado com a sua própria verve, uma nota arrebatadora: que os funcionários públicos, suprema malandragem, nem sequer aproveitam a terça-feira gorda para assistir a algum corso, dedicando-se antes a actividades diversas, não directamente relacionadas com o entrudo.
A fazer escola, a teoria “menesiana” teria interessantes efeitos, começando desde logo com o primeiro de janeiro, que só deveria ser feriado para quem provasse um estado de alcoolemia igual ou superior a 0.5, ou seja, que não passou o réveillon a ler Proust, mas sim a virar uns coquetails e espumosos próprios da época. Claro que na Páscoa só seria permitido folgar a quem recebesse o compasso em casa, podendo mesmo limitar-se esse direito aos que entregassem ao senhor prior um envelope com uma quantia superior a um valor pré-determinado.
Mutatis mutandis, os calaceiros não folgariam em Maio - podendo alargar-se o castigo aos desempregados e precários -, os monárquicos teriam trabalhinho certo em Outubro, e no Natal apenas as virgens beneficiariam de merecido descanso.
De tudo isto, poderia resultar um único aspecto positivo, o de ser proibido a canalhas como LFM comemorar o 25 de Abril!
Porque já o Sérgio nos avisava:
Se eu mandasse neles
os teus trabalhadores
seriam uns amores
greves era só
das seis e meia às sete
em frente a um cassetete
primeiro de Maio
só de quinze em quinze anos
feriado em Abril
só no dia dos enganos
e reivindicações
quanto baste ma non troppo
anda, bebe mais um copo
arranja-me um emprego
Luís Filipe Menezes falou hoje, na Antena 1, em defesa da supressão da folga carnavalesca, aduzindo os habituais argumentos “austeritários”, mas juntando-lhe, entusiasmado com a sua própria verve, uma nota arrebatadora: que os funcionários públicos, suprema malandragem, nem sequer aproveitam a terça-feira gorda para assistir a algum corso, dedicando-se antes a actividades diversas, não directamente relacionadas com o entrudo.
A fazer escola, a teoria “menesiana” teria interessantes efeitos, começando desde logo com o primeiro de janeiro, que só deveria ser feriado para quem provasse um estado de alcoolemia igual ou superior a 0.5, ou seja, que não passou o réveillon a ler Proust, mas sim a virar uns coquetails e espumosos próprios da época. Claro que na Páscoa só seria permitido folgar a quem recebesse o compasso em casa, podendo mesmo limitar-se esse direito aos que entregassem ao senhor prior um envelope com uma quantia superior a um valor pré-determinado.
Mutatis mutandis, os calaceiros não folgariam em Maio - podendo alargar-se o castigo aos desempregados e precários -, os monárquicos teriam trabalhinho certo em Outubro, e no Natal apenas as virgens beneficiariam de merecido descanso.
De tudo isto, poderia resultar um único aspecto positivo, o de ser proibido a canalhas como LFM comemorar o 25 de Abril!
Porque já o Sérgio nos avisava:
Se eu mandasse neles
os teus trabalhadores
seriam uns amores
greves era só
das seis e meia às sete
em frente a um cassetete
primeiro de Maio
só de quinze em quinze anos
feriado em Abril
só no dia dos enganos
e reivindicações
quanto baste ma non troppo
anda, bebe mais um copo
arranja-me um emprego
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Fome e sede de justiça
(JN)
Queixou-se na TVI24 a procuradora-geral adjunta Maria José Morgado, directora do DIAP, de que há "magistrados, funcionários e polícias pés-descalços e a passar fome".
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
E a dívida alemã?
Gostaria de ver os arautos dos "mercados" que moralizam que "as dívidas são para pagar" (no caso da Grécia, com a perda da própria soberania) moralizarem igualmente acerca do pagamento da dívida de 7,1 mil milhões de dólares que, a título de reparações de guerra, a Alemanha foi condenada a pagar à Grécia na Conferência de Paris de 1946.
Segundo cálculos divulgados pelo jornal económico francês "Les Echos", a Alemanha deverá à Grécia em resultado de obrigações decorrentes da brutal ocupação do país na II Guerra Mundial 575 mil milhões de euros a valores actuais (a dívida grega aos "mercados", entre os quais avultam gestoras de activos, fundos soberanos, banco central e bancos comerciais alemães, é de 350 mil milhões).
A Grécia tem inutilmente tentado cobrar essa dívida desde o fim da II Guerra. Fê-lo em 1945, 1946, 1947, 1964, 1965, 1966, 1974, 1987 e, após a reunificação, em 1995. Ao contrário de outros países do Eixo, a Alemanha nunca pagou. Estes dados e outros, amplamente documentados, constam de uma petição em curso na Net (http://aventar.eu/2011/12/08/peticao-sobre-a-divida-da-alemanha-a-grecia-em-reparacao-pela-invasao-na-ii-guerra-mundial) reclamando o pagamento da dívida alemã à Grécia.
Talvez seja a altura de a Grécia exigir que um comissário grego assuma a soberania orçamental alemã de modo a que a Alemanha dê, como a sra. Merkel exige à Grécia, "prioridade absoluta ao pagamento da dívida".
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