quarta-feira, 20 de julho de 2011

Democracia em perigo

(Visão)


 "A Democracia é uma conquista civilizacional eterna."

Verdade histórica não será certamente. E mesmo o futuro, lido à luz da História, não parece necessariamente assim. Basta lembrar a facilidade com que, um pouco por todo o mundo, os populismos antidemocráticos dos mais diversos quadrantes sempre medraram em ambientes de descalabro económico.

Ora, juntar uma profunda crise financeira, uma degradação aguda da situação económica, instituições políticas dramaticamente desacreditadas e um ambiente de generalizada falência ética é, convenhamos, "dose para burro".

Imaginar que a Democracia não corre perigo não é um ato de fé. É inconsciência.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O imposto por "prudência"

JN

Os portugueses ouviram ontem da parte do ministro das Finanças tudo o que sempre (ou, pelo menos, de há umas semanas para cá) quiseram saber sobre o novo imposto extraordinário mas tinham medo de perguntar.

Trata-se, como os portugueses devem lembrar-se (se tiverem melhor memória do que o primeiro-ministro), do imposto que Passos Coelho, em campanha, tinha "garantido" que, a ser necessário, incidiria sobre o consumo e não sobre o "rendimento das pessoas" e que, afinal, vai incidir sobre o rendimento de 1, 7 milhões de famílias e de 700 mil reformados.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Penitencie-se o povo!



(mas nem parece ele a falar...)

JN

Fiquei furioso quando ouvi o primeiro-ministro dizer, no Parlamento, que uma parte significativa do meu subsídio de Natal irá ser nacionalizada, na forma de um imposto extraordinário. Estou farto de ser roubado por um Estado voraz, que se apropria da riqueza que criamos, que consome uma parte excessiva do que devia redistribuir, que não presta contas sérias, que é mau pagador e que tem vícios intoleráveis de novo-riquismo.

Mas, ouvidas as explicações, concluí que não nos resta outra alternativa, porque é imperioso que, no final do ano, Portugal possa apresentar um défice dentro dos parâmetros que nos foram impostos, e com os quais nos comprometemos. E, a ser assim, compreendo que é preciso fazer mais um esforço individual, a bem do interesse colectivo que exige que Portugal arrume as suas contas, e que dê provas concludentes de que é capaz de resolver a crise, com todos os sacrifícios que isso implica.

domingo, 17 de julho de 2011

Está tudo grosso!...

Memória...

sábado, 16 de julho de 2011

Não sabia que ela era do privado...

"Temos um país de funcionários públicos. Essa é a verdadeira tragédia portuguesa"



Maria José Morgado

Vamos lá chamar os bois pelos nomes



Nuno Garoupa - Jornal de Negócios

É absolutamente ridículo ver grandes empresários, banqueiros e gestores portugueses falar de injustiça e moralidade neste contexto. Falamos de negócios, mercados financeiros, dinheiro, lucro; desde quando são a injustiça e a moralidade parte do assunto?

O mais triste de toda esta longa saga portuguesa contra a Moody's e as agências de "rating" é que não me lembro de todas estas vozes criticarem igualmente as políticas públicas que nos trouxeram até aqui.

Estes poderes fáticos são os primeiros responsáveis do buraco em que Portugal está metido, vivendo à sombra do Estado durante vinte anos como predadores dos recursos públicos, apoiando as loucuras do optimismo que faz bem a Portugal, defendendo o sobreendividamento do Estado e das famílias como modelo económico de futuro. E agora a culpa é da Moody's. Não, não é. A culpa é deles e só deles.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A cabeça !

quarta-feira, 13 de julho de 2011

“Duvido que Marinho seja capaz de passar”

Diogo Teixeira, Presidente da Associação Académica de Direito da Católica, sobre exames para advogados estagiários



Correio da Manhã – Por que razão contestam os exames de acesso à Ordem dos Advogados?

Diogo Teixeira – O bastonário cometeu muitas ilegalidades. A última foi o exame de acesso aos estágios, que foi julgado inconstitucional. Não compete ao bastonário avaliar as qualificações dos cursos de Direito, mas sim à agência de acreditação.



Correio da Manhã – Quais as formas de luta?

Diogo Teixeira – Aguardamos o resultado da acção que foi interposta em tribunal pelos advogados estagiários contra a alteração dos custos do curso de estágio.



Correio da Manhã – Mas Marinho Pinto não está a defender os advogados?

Diogo Teixeira – O bastonário está a proteger o seu mercado. O exame foi feito para chumbar. Duvido que algum advogado, incluindo o actual bastonário, seja capaz de passar. Desafio-o a submeter-se ao exame e a ser corrigido pelas universidades.



Correio da Manhã – Porque é que o bastonário toma esta atitude?

Diogo Teixeira –  O bastonário diz que lutou contra a ditadura. Mas tem provado ser o maior ditador com medidas corporativistas.

terça-feira, 12 de julho de 2011

O pobre Porfírio ou a história de um carro mandão

Porfírio Maria, 52 anos, ex-cortador de carnes, não tem carta nem soube escolher o carro. Uma manhã, estava o neto atrasado para ir para a creche e não resistiu...

Porfírio Maria. Não é por este nome que está sentado na sala de audiências, mas di-lo tão baixo que é como se pedisse desculpa pelo incómodo de se chamar assim: Porfírio Maria. Também não são as socas Crocs, de cor azul-bebé - bebé de mais para um homenzarrão destes - que o trazem aqui. A culpa é toda de um carro. Tivessem os homens tantas exigências a escolher um carro como a seleccionar uma mulher e nada disto teria acontecido. Um homem nunca devia ter estacionado à porta de casa um carro com características que não quer na esposa: possessivo, autoritário, mandão. Ou, visto de outro ponto de vista, um carro demasiado sexy. Como as mulheres sensuais, podem ser perigosos: piscam o olho e o caldo entorna-se.

(imagem colhida no blogdoprofessorhugo.com)


 Porfírio Maria, solteiro, 52 anos, cortador de carnes em tempos, porque agora já não lhe dão carne para cortar, deixou-se cair na armadilha num dia de Julho, às nove e picos da manhã. Foi apanhado ao volante do seu veículo ligeiro irresistível, sem habilitação legal para o conduzir.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Moody´s

Sorte!

domingo, 10 de julho de 2011

Nabos...

(JN)

sábado, 9 de julho de 2011

Lixo ou lixar?

Moody's

http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5184468.html


(visto em 31 da Armada)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Orquestra Tesla



Esta orquestra, formada por cientistas da Case Western Reserve University, nos Estados Unidos,m utiliza um par de bobinas de Tesla. Uma corrente alternada é usada para gerar relâmpagos de cada bobina. Cada relâmpago tem uma certa frequência, que corresponde a uma nota musical tocada num teclado.

Texto de Carlos Fiolhais

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Cortar sempre no Norte


(Manuel Serrão - JN)

 

Todos gostamos de um Governo que seja de "cortar a direito". Passos Coelho e o seu Governo recolheram a maioria dos votos populares seguramente pela intenção anunciada de "cortar a direito" na governação, sem olhar a quê ou a quem. Desde que a troika pôs os seus pés (apetece dizer garras...) em Portugal, sobraram poucas dúvidas do que iria acontecer. Do que precisávamos de fazer, fosse o Governo este ou outro: cortar a direito.

Cortar a direito, directamente nos bolsos dos cidadãos, é o que já nos anunciaram. Cortar a direito nos gastos do Estado, sempre à procura do prometido menos Estado, melhor Estado, é o que todos continuamos com esperança de ver acontecer, mais dia, menos dia.

Como já aqui referi, para esta intrincada missão de "cortar a direito", Passos Coelho (e Paulo Portas...) escolheram muita gente nova, supostamente sem vícios nem preconceitos, prontos para executar a tarefa apenas com os critérios de competência e rigor.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sei de um ninho...

Elias, o sem-abrigo (JN)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pénalti !!!!



Mas a senhora árbitra não marcou...

domingo, 3 de julho de 2011

Olha para o que escrevo e não para o que eu faço

Mário Nogueira disse, [ainda] na RTPN, que uma coisa é uma pessoa opinar sobre Educação em escritos, outra ser ME e colocar em prática as ideias contidas nos livros escritos.

Pois…

Eu também acho que uma coisa é uma pessoa opinar sobre os anseios dos professores em comunicados, outra ser professor com horário completo e testar na prática os conselhos contidos em tomadas de posição de gabinete.

(retirado de "A Educação do Meu Umbigo")

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Pelo andar da carruagem

(JN-hoje)


Há um provérbio popular que, devidamente adaptado, se pode aplicar com proveito a governos: "Pelo andar da política fiscal se vê quem vai lá dentro". Porque, sendo a política fiscal um instrumento de redistribuição da riqueza e do rendimento, ela espelha, mais do que nenhuma outra, o rosto de uma governação.

Como se propõe um governo obter recursos?; como se propõe redistribui-los?, são questões cujas respostas dizem quase tudo o que quisermos saber sobre esse governo mas tivermos vergonha de perguntar.