domingo, 16 de maio de 2010

A professora nua...

Fui rapidamente ver que fotografias eram essas que a professora tinha tirado. O nome deste blogue impunha-o. Já não folheava a Playboy há muito tempo. Não mudou desde os meus tempos quase adolescentes.

A professora bem dotada (podem ver algumas fotos) natural ou artificialmente, lá aparece em poses que eu nem lhes chamo sensuais: está sugestivamente nua ou quase, olhando sobretudo para longe da objectiva. Ouvimos dizer que a pornografia está nos olhos de quem a vê. Neste caso, concordo plenamente.


Pornografia foi ver a Prof.ª Dra. Maria de Lurdes Rodrigues e continuar a ver o engenheiro (o quê?) Sócrates em práticas activas de sado-masoquismo sobre as pessoas que frequentam e trabalham na escola (ainda) pública.

[Descansem os ouvidos pseudo-virgens que me lêem: isto é bom para alimentar conversas, tomar partidos e esquecer que estamos pornográfica e seriamente bem fodidos lixados]

sábado, 15 de maio de 2010

Contador de inverdades

Best of "read my lips"

in

(http://lisboa-telaviv.blogspot.com/2010/05/best-of-read-my-lips.html)

Verifiquem, por favor:

- "Não haverá aumento de impostos" 16 de Abril de 2010

- "Fomos o país que melhor resistiu à crise." 22 de Fevereiro de 2010

- "Decidimos aumentar o nosso défice, não por descontrolo, mas para ajudar a economia, as empresas e as famílias." 1 de Fevereiro de 2010

- “(...) não haverá aumento de impostos, porque a prioridade deste orçamento e dos próximos tempos será sem dúvida o crescimento económico e o emprego”. 24 de Novembro de 2009

- "Portugal é um dos primeiros países a sair da recessão" 13 de Agosto de 2009

- "Está para nascer um primeiro-ministro que tenha feito melhor no défice" 25 de Julho de 2009

José Sócrates, primeiro-ministro, contador de inverdades compulsivo.

As escolas dos nossos dias

Excertos da reportagem de o "Sol" de ontem:

(Faça clique na imagem para ver maior)

É preciso chamar os bois pelos nomes...

Não vale a pena chamar nomes feios aos credores.

Quem criou esta situação desastrosa - que coloca em causa não apenas a nossa permanência no euro mas também a continuidade na União Europeia - foram os governos de António Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes e José Sócrates.

Foram quinze anos de despesismo e mau governo e 13 anos de governação socialista desleixada, mentirosa e incompetente.

Ramiro Marques

Mas foi bom?





Durante 80.000 anos permaneceu a questão: humanos e Neandertais tiveram sexo?

Com a publicação do genoma do Neandertal a resposta é um rotundo "oh, yes".

Mas mais na Europa.

Agora a grande questão em aberto acerca da evolução dos hominídeos é se tiveram prazer.

A análise das características morfológicas dos humanos actuais e de fósseis antigos de homens anatomicamente modernos parece indicar que os Neandertais eram amantes sensíveis que escutavam as suas companheiras desde o momento em que lhe agarravam no cachaço e durante todo o espancamento preliminar.

Já análise de sequências de ADN dá ideia de uma intimidade rotineira e mecânica, isto porque olhar para sequências de ADN é sempre aborrecido: são só quatro letras (A, T, G, C) repetidas quatro mil milhões de vezes. ATGGCCTTAA (...), até quatro mil milhões. Não há chama que aguente.

David Marçal, no Inimigo Público
(mas retirado de De Rerum Natura)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O abismo espera-nos se...

Dificilmente se vivem tempos como os actuais.

Tanto pela experiência de vida como pela história podem viver-se ou conhecer-se épocas marcantes, qualquer que seja o critério adoptado. Períodos de euforia, de luta, de esperança, de desânimo, de guerra, enfim, os mais variados acontecimentos que o género humano e a natureza são capazes de proporcionar.

Mas dificilmente se terá vivido, considerando o nível de desenvolvimento moral e civilizacional já atingido pela humanidade, um período em que se assista a um saque tão escandaloso do património da maior parte da sociedade por um punhado de especuladores que, dominando o capital financeiro, transformaram a generalidade dos governos em verdadeiros lacaios dos seus interesses, incapazes de um gesto de independência relativamente a esse domínio.

Enquanto os mercados de capitais não forem atacados com a mesma eficácia e com a mesma
convicção com que se ataca um bando de ladrões não voltará a haver tranquilidade no mundo. Cada um tem de fazer a sua parte, tendo sempre presente que não pode contar com os governos nem com qualquer apoio institucional para travar este combate.

[…]

Para que se faça uma ideia: nos últimos anos, a economia mundial cresceu à volta de 4%; o comércio mundial 4,5%; e o movimento de capitais 60%! Como é possível conviver com um sector financeiro que em algumas décadas cresceu várias vezes mais do que a economia real?
É neste contexto que se inserem as novas medidas acordadas em Bruxelas para Portugal e outros países. Através dessas medidas não se trata, como a experiência já demonstrou, de fazer conjunturalmente sacrifícios para garantir a médio prazo o crescimento da economia, o desenvolvimento económico, o fomento do emprego, enfim, aqueles objectivos que justificariam um sacrifício presente para alcançar uma vantagem futura.

Nada disso.

O resultado destes sacrifícios é estagnação económica, mais desemprego, menores salários, mais encargos.

E quem ganha com isso?

Antes de mais vão ganhar todos aqueles que tiverem de pagar menores salários, aqueles para os quais forem transferidos os bens públicos rentáveis e, obviamente, o capital financeiro que, continuando a fazer empréstimos a preços especulativos, duplicará, triplicará, facilmente os lucros e terá por aquela via garantida o reembolso da dívida…que não cessará de crescer.

Por outro lado, a Europa no seu conjunto enfrenta um problema de competitividade tal como o mundo é entendido.

E se neste contexto há questões a curto, médio prazo, incontornáveis, como a questão demográfica, outras há que somente são questões porque o capital organizou a vida das pessoas e das sociedades de tal modo que transforma num problema de competitividade aquilo que à partida não o era.

Referimo-nos fundamentalmente aos movimentos de capitais, à actividade financeira no seu conjunto, mas também aos produtos agrícolas, pecuários e manufacturados oriundos de países terceiros, nomeadamente emergentes.

Em primeiro lugar, a dificuldade em atacar estas questões resulta de estarmos a lidar com um grande espaço económico livre que não está sujeito a uma direcção política única.

Contrariamente ao que se passa com outro grande mercado – o dos Estados Unidos – onde se podem tomar medidas de natureza política uniformes a partir de um único centro de decisão, na Europa isso não acontece: não há qualquer governo uniforme da economia. O único governo que existe é a ausência de governo.

[…]

Em conclusão, as medidas anunciadas ou a anunciar pelo Governo apenas servem para consolidar o saque acima referido sem que entre elas e o chamado interesse geral haja qualquer coincidência.

Não é que este governo seja particularmente perverso, ou que outro do mesmo quadrante sistémico possa fazer diferente, o que se passa é que este é o lacaio de turno.

Por outro lado, tais medidas e tudo o que lhes está associado demonstram que o voto popular perdeu sentido e de nada vale perante os poderes da finança, como de resto o ministro Santos Silva com a sua conhecida falta de talento e de vergonha já se encarregou de confirmar.

Só que esta conclusão engendra outra. Se de facto o voto nada vale, porque o seu sentido pode ser mudado por via de um poder que o condiciona e desvaloriza, então este problema não pode ser resolvido através do voto. Tem que ser resolvido por outra via!

JM Correia Pinto

in

http://politeiablogspotcom.blogspot.com/2010/05/novo-saque-vista.html

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Fusão celular

Tempo de Milagres

Antecedendo a visita do Papa, Portugal tem sido contemplado com uma verdadeira cornucópia de milagres, da desabituada vitória do Benfica no campeonato ao arquivamento (sem julgamento) do processo em que um ex-presidente da Câmara de Lisboa e mais responsáveis camarários eram acusados de ter lesado a autarquia em benefício da notória Bragaparques, propriedade do não menos notório Domingos Névoa, também ele, por sua vez, milagrado pela Relação de Lisboa com a absolvição do crime de tentativa de corrupção de um vereador, apesar de ter sido dada como provada toda a matéria de facto que levara à sua condenação em primeira instância.

Nada, porém, que se compare ao milagroso sobressalto de consciência que levou 10 ex-ministros das Finanças em peregrinação, de baraço ao pescoço, junto de outro ex-ministro das Finanças, para lhe mostrarem a sua "profunda preocupação" com a "situação do país".

Ao todo, os 10+1 ex-ministros foram responsáveis pela "situação do país" durante 28 dos 36 anos de Democracia. Se foi, e acredito que sim, a visita do Papa que os inspirou ao arrependimento, abençoado seja o Papa.

(Manuel António Pina)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Quem são os culpados?

(imagem retirada de www.mecomunica.com.br)
Estou farto disto!!!
Afinal quem é o culpado de eu reduzir todas as minhas despesas, começando pela cultura?
Por que é que os engravatados economistas que todos os dias nos entram pela casa dentro através da televisão em vez de dizerem até à saciedade que é preciso apertar o cinto, não começam por dizer: O culpado de estarmos nesta situação é fulano!!!
Encobrimento mútuo?
Estamos como estamos e como nos querem pôr e não há culpados?!
Mais!
Somos nós os que não temos feitio para o carneirismo partidário que somos os culpados disto?!
O que é que nós fizemos para ser acusados, mesmo que não explicitamente, para sermos condenados a pagar as asneiras de uns bastardos de políticos (isto para não dizer "filhos da puta" como nos diz o divertido Alberto - o Pimenta e não o Jardim)?
Somos nós que vamos pagar a crise?! Só nós, porquê?!
Somos nós que ganhamos milhões de euros?! (discursa Alberto Pimenta, discursa!...)

Lavar as mãos como Pilatos

É mais um caso como muitos outros.

É mais um exemplo do calvário em que a escola se tornou para muitos alunos.

Agressões continuadas por alunos mais velhos e impotência da direcção da escola.

Mais um caso para arquivar?

José Carlos, de 11 anos, da Escola EB de Lousada, deu ontem entrada no Hospital de Penafiel com vários hematomas no corpo, na sequência de uma agressão ocorrida dentro da escola.

O menino terá sido agredido por um grupo de vários alunos mais velhos.

O menor garante que há mais de um mês que é vítima de agressões, sempre perpetradas pelos mesmos jovens.

A mãe, Isabel Fernandes, já tinha apresentado queixa na escola, mas o estabelecimento de ensino nada terá feito para travar a violência.

'Disseram-me que não podiam fazer grande coisa.

Não conseguiam controlar os passos de todos dos alunos'.

Fonte: CM de 12/5/2010

Ao que nós chegamos!... Vaca= professora




















A professora é uma vaca que dá trabalhos de casa.


Vejam isto.

A falta de respeito pelos professores já chegou às editoras.

É um livro para crianças.

Uma publicação infeliz da editora Civilização.

Nos tempos que vivemos nas nossas escolas isto é a "cereja no topo do bolo"...

Virou moda "bater" nos professores e considerá-los os bodes expiatórios dos males da sociedade.

É inaceitável este tratamento à nossa classe ou a quem quer que seja! O livro tem a função de educar e construir e este, em poucas palavras, deita por terra o nosso trabalho de pais e de educadores.

É com pena que divulgo este caso até porque a Civilização Editora já prestou grandes serviços à Cultura Portuguesa.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Costa e o Zé

O Costa e o Zé são duas personagens típicas portuguesas.

Porém, a única característica que têm em comum é a vontade de vencer a qualquer preço.

Quanto ao mais, são só diferenças a distingui-los.

Ora vejamos:

O Costa não se importa de aparecer ao lado das namoradas, mesmo que tenham currículo de Cabaret; o Zé importa-se, ou simplesmente não tem namoradas.

O Costa não faz footing em lado nenhum, talvez por ter vergonha de mostrar as canetas; O Zé, sempre que vai ao estrangeiro, é fotografado , de canetas ao léu, a fazer o footing da praxe.

O Costa , se quer corromper alguém, por exemplo um árbitro, chama-o a casa e corrompe-o; o Zé tem sempre alguém, muito solícito, a fazê-lo por ele.

O Costa expressa o seu pensamento com ironia; O Zé não tem pensamento para poder expressar.

O Costa manda sozinho, em equipa; o Zé manda, em equipa, sozinho.

O Costa não tem curso superior porque aos domingos vai sempre à missa; o Zé, esse, tem um curso superior tirado ao domingo.

O Costa é Costa e não Zé; o Zé é Zé e não Costa.

Cunha Ribeiro (in www.profblog.org)

sábado, 8 de maio de 2010

O Ensino na Finlândia...

(texto retirado de ProfBlog)
Depois digam que a culpa dos resultados dos alunos portugueses é apenas dos professores...

Zé da Silva

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Em 2006, os resultados do PISA encheram os finlandeses de orgulho: os alunos finlandeses de 15 anos de idade ficaram em 1º lugar a Ciências e Leitura e em 2º lugar na Matemática. Como explicar esses resultados?

Dica #1: A Finlândia atingiu os 100% de alfabetização há 100 anos.

Dica #2: O número de crianças imigrantes é residual. Mais de 98% das crianças finlandesas que entram na escola primária têm o finlandês como língua materna

Dica #3: A Finlândia tem um taxa de desemprego muito baixa e um nível de pobreza quase nulo.

Dica #4: Existe uma tradição centenária de os pais e as mães lerem livros às crianças desde tenra idade.

Dica #5: Os professores são fruto de uma apertada selecção à entrada da profissão e apenas os melhores alunos universitários conseguem seguir a profissão docente.

Dica #6: São raros os problemas disciplinares nas escolas finlandesas.

Dica #7: As crianças finlandesas não podem entrar para a escola primária antes dos 7 anos de idade.

Dica #8:Existe um professor de apoio em cada sala com o objectivo de ajudar os alunos com dificuldades.

Dica #9: As escolas estão dotadas de pessoal técnico especializado e os docentes não estão sobrecarregados com funções não lectivas.

Dica #10: Existe grande estabilidade curricular nas escolas finlandesas e a interferência do Ministério da Educação na vida das escolas é mínima.

Como em Portugal, não é?...

José Maria Martins ao ataque

Texto publicado na quarta-feira, 24 de Março de 2010,

em http://jose-maria-martins.blogspot.com/2010/03/portugal-um-pais-cheio-de-tiranetes-de.html

Não me consta que José Maria Martins tenha sido incomodado por causa disto.

(arranjo do texto de minha autoria)

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Portugal - Um país cheio de tiranetes, de crápulas que nas suas aldeias e vilas fazem a lei e subvertem a Democracia

Estava agora a ver a televisão e a ouvir Ricardo Rodrigues, deputado do PS, eleito nos Açores, quando ele dizia que a Comissão da Assembleia da República sobre o negócio da PT/TVI nada mais era que uma forma de enxovalhar o Primeiro Ministro "Um dos mais altos magistrados da Nação".

Pasme-se! José Sócrates um dos mais altos magistrados da Nação!

Eu que conheço muito bem, e até pessoalmente , o deputado Ricardo Rodrigues e dei comigo a pensar: "Para onde vai o meu Portugal?".
É vergonhoso que o PS tenha metido nas listas de deputados Ricardo Rodrigues.
Vergonhoso!


  • Digo-o no âmbito da minha liberdade de expressão e opinião.
    Digo-o como cidadão político.
    Digo-o na qualidade de irmão de dois açorianos :Victor Manuel Martins, nascido na Horta, Ilha do Faial, e de Maria Isabel Martins, nascida em Vila do Porto, Ilha de Santa Maria.
E lembro-me que Ricardo Rodrigues era advogado do sobrinho do Dr. Mota Amaral e nem soube defendê-lo, tendo sido eu a trabalhar para o libertar, pela incapacidade de Ricardo Rodrigues.

Da mesma maneira que Ricardo Rodrigues deixou condenar, estupidamente, um amigo meu, um homem bom e muito influente em Ponta Delgada, quando Ricardo Rodrigues era apenas advogado e o irmão dele empregado na Associção Agrícola.

Todos se lembram que Ricardo Rodrigues se demitiu do Governo dos Açores aquando do caso de pedófilia conhecido como Caso Farfalha.

Agora aparece - depois de fazer mais umas tantas ilegalidades, porcarias, no âmbito de um jornal , do PS, que foi à falência em Ponta Delgada! - como o homem forte do PS!!

Veja-se que pessoas o meu ex-partido tem como arautos!.

Onde está Mário Soares? Onde está António Arnault? Onde está Almeida Santos? Onde está Carlos Candal (já morreu)?

Creio que o deputado Ricardo Rodrigues é o maior defensor , no PS, dos casamentos homossexuais ,quando se sabe que não tem filhos... e que nos Açores é tido como membro do grupo Gay!

Portugal está do avessso!

Sócrates deixa estas pessoas tomarem posições de destaque e afundar Portugal.

Onde estão os milhões de euros desviados da Caixa Geral de Depósitos de Vila Franca do Campo? Em cujo processo crime Ricardo Rodrigues foi arguido e salvo pelos amigos, contra a posição da Policia Judiciária?

Sei do que falo porque fui advogado desse caso em que Ricardo Rodrigues era arguido, mas alguém se encarregou de o safar...

Se Ricardo Rodrigues me quiser processar que o faça!

Mas temos que saber quem era o procurador gay que o safou!O procurador que tinha um namorado preso na prisão da Boa Nova , em Ponta Delgada!

Uma miséria este Portugal!

Por outro lado, ao longo do país vamos vendo tiranetes que defendem as suas capelinhas, contra o Povo.

Nas freguesias, nos concelhos, há sempre os "regedores" que vão emporcalhando Portugal e sendo responsáveis pela miséria em que vivemos.

Portugal está nas bocas do Mundo pelas piores razões.

Eu por mim preferia dar um tiro nos cornos de um desses tiranetes a deixar o meu amado, o meu querido, o meu adorado Portugal morrer, o país pelo qual jurei morrer se fosse necessário.

Declaro que se for necessário morrerei por Portugal, de armas na mão, mas há-de haver filhos da puta que vão à minha frente!

Os Povos têm o direito de se revoltar!

Os meus filhos, os teus filhos, os nossos filhos, não podem estar na mão destes biltres.

Os portugueses , se for necessário, devem seguir o exemplo do Povo de Paris, os "sans culottes".que destruíram a Bastilha, que mataram Luis XVI e Maria Antonieta.

Se me quiserem processar, façam-no, porque eu não tolero pedófilos, que não confessam , nem corruptos que destroiem o meu amado Portugal.

Basta, já"!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

M. A. Pina em grande forma

Constâncio de novo
(do JN de hoje)

Vítor Constâncio pode ser acusado de muita coisa, mas não de não ser um fiel representante da deriva ideológica do Partido Socialista em direcção àquilo que poderia classificar-se como uma espécie de neo-liberalismo de fachada social, responsável por Portugal ser hoje, 36 anos depois do 25 de Abril, um dos países da Europa com maiores desigualdades sociais.

O mandato de Constâncio à frente do Banco de Portugal notabilizou-se, por um lado, pela total passividade e impotência reguladora em relação às tropelias da banca e, por outro, pela encarniçada defesa da redução dos salários (dos alheios, entenda-se) como panaceia para a solução de todos os problemas financeiros do país.

Agora, em vésperas de partir para o assento etéreo a que subiu no BCE, não quis deixar os seus créditos por mãos alheias. Para ele, o PEC é brando de mais e medidas adicionais e mais drásticas "têm de ser ponderadas e seria útil e desejável que acontecessem".

José Afonso sintetizou tal discurso em dois versos terríveis de, justamente, "Os eunucos": "Quando os mais são feitos em torresmos/ não matam os tiranos, pedem mais".

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Manuel António Pina voltou. Ainda bem!

O "incentivo certo"

(JN de hoje;destaques meus)

Tinha regressado do hospital, onde sobrevivera a uma operação e ao programa da manhã do Goucha, e vi o primeiro-ministro (ou seria o Chapeleiro Louco de "Alice"?) explicar na AR a opção "os pobres que paguem a crise" do PEC socialista.

Não descartando a hipótese de estar ainda sob algum carrolliano efeito da anestesia, pareceu-me ouvir o primeiro-ministro dizer que o Governo não faz ideia de quanto poupará com os anunciados cortes no subsídio de desemprego mas que estes se justificam com o louvável propósito de... acabar com o desemprego, já que "há pessoas no desemprego que precisam de ter o incentivo certo para trabalhar" (aplausos ruidosos do Mercado e dos seus profetas, as agências de "rating").

O "incentivo certo" do PS para combater o desemprego já foi a criação de postos de trabalho. Mas não é que os 600 ou 700 mil madraços inscritos nos Centros de Emprego não querem, afinal, trabalhar?

Cortando-lhes o subsídio, sem terem que comer, vê-los-emos finalmente precipitar-se sobre os 150 mil postos de trabalho criados pelo Governo na anterior legislatura e não ocupados por "boys" nem "girls".

A FRASE DO DIA

Nuno Crato, Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, citado pelo jornal "Público", sobre as provas de aferição de Matemática dos 4.º e 6º anos, da responsabilidade do Ministério da Educação:

"Seria óptimo se nas provas houvesse perguntas de Matemática".

E não deviam ser os ricos a pagar a crise?!

“"E o que significa afinal o PEC, mais ajuste menos ajuste, com melhor ou pior embrulho?

Significa, já toda a gente percebeu, que os problemas provocados pelos ricos (alguns deles ricos-vigaristas) vão ser resolvidos pelo sacrifício financeiro de quem nada teve a ver com o assunto".

Pedro Tadeu, "Diário de Notícias", 04-05-2010

O sr. Secretário de Estado da Educação João Trocado da Mata (quem?) falou:
Paulo Guinote faz no seu blogue uma brilhante análise sobre ele e o seu paleio, com destaques da minha autoria:
O secretário de Estado João Trocado da Mata tem sido uma não-existência no ME, reduzido a um papel protocolar de inaugurador e pouco mais.
A sua especialidade – as tecnologias – estão em banho-naria, como se vê pelos Magalhães que a geração de caloiros a que pertence a minha petiza não receberá este ano lectivo.
Mas isso é periférico.
Complicado é colocá–lo a falar de Educação mesmo, porque o desconhecimento é tal que confrange. [...]
Aparentemente o SE Trocado da Mata desconhece que as tais turmas mais pequenas, com menos de 10 alunos correspondem quase sempre a alunas de PCA, que têm essa dimensão exactamente por serem constituídas por alunos com um historial de insucesso e em que uma taxa de transição de 50% é já um enorme êxito.
Se o excelentíssimo SE Trocado da Mata se dignasse descer da neutralidade e aparente clareza dos números para a realidade das condições de funcionamento das turmas, saberia que essas turmas reduzidas o são para trabalhar casos mais complicados ao nível das aprendizagens e do combate ao risco de abandono, permitindo – do outro lado – que as turmas regulares fiquem sem esses casos para gerir.
Por isso mesmo, turmas com 8, 10, 12 alunos são propensas a, comparativamente, maiores taxas de insucesso porque, no limite, estão a funcionar com historiais de 100% de insucesso ou quase.
Lecciono 3 dessas turmas. Há cerca de uma década que trabalho com situações destas e sei como atingir 50% ou mais de sucesso é dificílimo.
Não pela dimensão da turma, mas pelo perfil dos alunos.
O SE Trocado da Mata não sabe isso.
Não me admira.
Tem passado pelas escolas apenas para cortar fitas.
E lê uns gráficos.

segunda-feira, 3 de maio de 2010